Falência, calote e portas fechadas: Fim de empresa popular em SP abala clientes em 2025

Encerramento de empresa em situação falência e calote em São Paulo, causa desespero nos clientes em 2025; confira

04/12/2025 às 21:00 · Tempo de leitura: 4 minutos

Falência de empresa de turismo de São Paulo - Foto: Montagem

Encerramento de empresa em situação falência e calote em São Paulo, causa desespero nos clientes em 2025

O colapso de uma agência de viagens em São João da Boa Vista (SP), pegou centenas de clientes de surpresa e assustou pelo rastro de calote. Conforme o portal G1, da Globo, a empresa fechou as portas de forma inesperada e apenas enviou mensagens alegando que o negócio havia entrado em falência, deixando 300 pessoas no prejuízo.

Ademais, estamos falando da Rota Turismo, com dimensão do calote possuindo características de pirâmide financeira. A Polícia Civil investiga o caso como estelionato. A proprietária do negócio não se manifestou publicamente, e a equipe de reportagem da EPTV, afiliada da Globo, disse não ter conseguido contato com a mesma.

Início da ruína

Em suma, os primeiros sinais de que algo estava errado já vinham ocorrendo há algum tempo. Porém, apenas no início de outubro, a situação explodiu de vez. A realidade é que, os clientes começaram a relatar dificuldades para conseguir a confirmação de passagens e hospedagens.

Em seguida, Michele Cunha de Carvalho, dona da Rota Turismo, enviou uma mensagem aos contratantes e afirmou que, mesmo após tentar reestruturar a empresa, não conseguia mais mantê-la em funcionamento.

Na mensagem, Michele alegou ainda não ter recursos financeiros para reembolsar os serviços contratados e não prestados. A situação ampliou o desespero entre os consumidores da agência registrada formalmente como OPR Turismo e Viagens Ltda., que atua desde julho de 2020.

Prejuízo dos clientes

Ainda segundo o G1, uma das clientes relatou que viajaria com seis amigas, até descobrir que, mesmo as reservas estivessem confirmadas, os pagamentos não haviam sido efetuados pela agência.

Ademais, o delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pelo caso, disse que a Polícia Civil já registrou mais de 170 boletins de ocorrência. Além disso, apontou que o prejuízo é de cerca de R$ 3 milhões. No momento, quatro inquéritos policiais estão em andamento.

A advogada Isabela Pesoti Lise, representante das vítimas, afirmou que o negócio operava como uma pirâmide, usando o dinheiro de novos clientes para pagar despesas de viagens anteriores.

Afinal, qual a diferença entre falência e recuperação judicial?

Em suma, de acordo com a Lei nº 11.101/05, a falência encerra as atividades de empresas insolventes, liquidando bens para pagamento de dívidas. Por sua vez, a recuperação judicial busca preservar empresas viáveis, permitindo que superem crises e mantenham empregos.

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