Eles pararam o Brasil nos anos 90, mas infelizmente tiveram a sua história interrompida por fins trágicos; Relembre a trajetória de dois astros de Aqui, Agora

Se você viveu os anos 90, o som de uma mão girando no ar, acompanhado de um suspense dramático e camisas estampadas, é uma imagem impossível de apagar. O “Aqui Agora”, fenômeno do SBT, não apenas revolucionou o jornalismo policial, como criou personagens que se tornaram parte da família brasileira.

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Entre eles, Gil Gomes e Luiz Lopes Correa brilharam como os pilares dessa narrativa.

No entanto, longe dos holofotes e dos salários astronômicos, a vida reservou desfechos marcados por falência, reclusão e batalhas contra doenças implacáveis.

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Sendo assim, com base em informações do NDTV e do portal Wiki, trazemos abaixo mais detalhes da trajetória desses dois nomes, os quais até hoje deixam saudades e tristeza no coração de milhares de fãs do fenômeno do SBT.

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Luis Lopes Corrêa e o elenco do Aqui, agora do SBT (Foto: Reprodução/SBT)

Gil Gomes:

Gil Gomes não nasceu pronto para a locução. Natural de Sorocaba, o filho de imigrantes portugueses enfrentou uma gagueira severa na infância.

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A superação veio por meio de um esforço hercúleo:

  • Ele imitava a velocidade dos locutores esportivos até dominar a própria dicção.

Sua transição para o rádio e, posteriormente, para o “Aqui Agora” em 1991, transformou-o em um dos jornalistas mais bem pagos do país.

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Gil criou uma identidade visual e auditiva única, utilizando o suspense e a dramatização para narrar o cotidiano brutal das cidades.

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Gil Gomes (Foto: Reprodução/ SBT)

Contudo, o império que ele construiu começou a ruir por um inimigo silencioso: o vício.

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A fortuna drenada:

O sucesso financeiro de Gil Gomes foi imenso, mas sua gestão patrimonial foi inexistente.

O jornalista desenvolveu uma compulsão por apostas em cavalos (turfe) e jogos de azar.

Estimativas apontam que o vício consumiu décadas de trabalho, levando-o à falência.

No final da vida, o homem que circulava em carros de luxo dependia do auxílio de terceiros para necessidades básicas.

O declínio físico e o isolamento:

Em 2005, o diagnóstico de Mal de Parkinson retirou Gil Gomes do ar. Mas, infelizmente, a doença atacou sua maior ferramenta, que era a fala.

Envergonhado pela perda do controle motor e pela dificuldade em se expressar, Gil optou pela reclusão total.

Ele evitava entrevistas, recusava visitas e lutava, simultaneamente, contra um câncer de fígado.

Em 16 de outubro de 2018, aos 78 anos, o Brasil perdeu a voz que narrava o impossível.

Luiz Lopes Correa:

Se Gil Gomes era o rosto do fenômeno, Luiz Lopes Correa era a autoridade vocal que abria o programa e narrava as notícias internacionais.

Sua carreira foi uma das mais prestigiadas da radiodifusão brasileira, começando em 1949 na Rádio Atlântica de Santos.

Luiz Lopes não era apenas um locutor; ele era um jornalista de elite. Foi o último correspondente estrangeiro a entrevistar Martin Luther King Jr.

Nos Estados Unidos e manteve passagens históricas pela Globo, onde apresentou o boletim “O Globo em 2 minutos”, e pela Rádio Record.

No “Aqui Agora”, sua voz grave e precisa trazia o contraponto de sobriedade ao sensacionalismo do programa.

Ele era o responsável por situar o espectador no mundo, narrando tragédias globais com uma maestria técnica inigualável.

Quando Luiz Lopes Correa morreu?

Além da TV, Luiz Lopes foi a voz de inúmeros documentários e atuou no cinema nacional. Infelizmente, sua trajetória foi interrompida em 1999, aos 70 anos, no entanto, a causa não foi encontrada.

Sua morte entristeceu a classe jornalística, que via nele um mestre da técnica vocal e da ética profissional.

Ele foi sepultado no mausoléu do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, deixando uma lacuna que o telejornalismo moderno, com sua padronização, jamais conseguiu preencher.

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