Falência, desprezo dos maiores atores e fuga de jornalistas: Globo pode ser tirada do ar em 2022

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

07/10/2021 às 11:03 · Tempo de leitura: 3 minutos

William Bonner e Renata Vasconcellos no "Jornal Nacional" (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Globo terá algumas dificuldades para renovar sua concessão em 2022 se depender do presidente Jair Bolsonaro, que não facilitará o processo

A Globo verá sua concessão vencer no ano que vem. Assim como qualquer emissora, a platinada precisará ter a aprovação do presidente Bolsonaro para continuar funcionando. Isso significa que a guerra que a empresa tem com o político afetará fortemente o direito do canal estar no ar.

De acordo com o Terra, a concessão da emissora vencerá no dia 5 de outubro. A vigente aconteceu no dia 15 de abril de 2008 com data retroativa a 2007, com 15 anos de duração. Agora, o documento precisará ser renovado e o presidente já fez questão de dizer que fará de tudo para complicar a situação do canal.

A Globo, além de tudo isso, enfrenta um rombo nos cofres gigantesco. Em um ano, a emissora perdeu R$ 600 milhões por causa da pandemia, Em 2020, a queda foi de 78% em relação a 2019, ou seja, de R$ 752,5 milhões, a platinada faturou apenas R$ 167,8 milhões em valor líquido.

FUGA DE PROFISSIONAIS

O prejuízo fez com que a emissora mudasse a forma de trabalhar com os próprios funcionários. Ela abriu mão de gigantes da teledramaturgia como Antonio Fagundes, Stênio Garcia, Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine. Além disso, jornalistas precisaram mudar o esquema de pessoa jurídica para pessoa física.

Monalisa Perrone, Alexandre Garcia, Glória Vanique e outros grandes nomes do comunicadores trocaram a Globo pela CNN Brasil. Ainda assim, o canal não perdeu a qualidade do jornalismo, tanto é que foi indicado ao Emmy Internacional pela cobertura da pandemia com o “Jornal Nacional”.

TROCA DE FARPAS

Em 2018, Bolsonaro disse que não teria “jeitinho” para liberar a concessão da emissora e por isso teria que estar morto para facilitar as coisas. “Eu tenho que estar morto até lá, no processo de renovação da concessão de vocês. Não vai ser perseguição. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho para vocês nem para ninguém”, disse em uma live.

A empresa, através de um comunicado lido por Renato Lo Prete no “Jornal da Globo”, disse o seguinte: “A Globo afirma que não poderia esperar dele outra atitude. A emissora jamais deixou de cumprir as suas obrigações”.

Renata Lo Prete no “Jornal da Globo” (Foto: Reprodução/TV Globo)

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