Falência, desprezo dos maiores atores e fuga de jornalistas: Globo pode ser tirada do ar em 2022
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
William Bonner e Renata Vasconcellos no "Jornal Nacional" (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Globo terá algumas dificuldades para renovar sua concessão em 2022 se depender do presidente Jair Bolsonaro, que não facilitará o processo
A Globo verá sua concessão vencer no ano que vem. Assim como qualquer emissora, a platinada precisará ter a aprovação do presidente Bolsonaro para continuar funcionando. Isso significa que a guerra que a empresa tem com o político afetará fortemente o direito do canal estar no ar.
De acordo com o Terra, a concessão da emissora vencerá no dia 5 de outubro. A vigente aconteceu no dia 15 de abril de 2008 com data retroativa a 2007, com 15 anos de duração. Agora, o documento precisará ser renovado e o presidente já fez questão de dizer que fará de tudo para complicar a situação do canal.
A Globo, além de tudo isso, enfrenta um rombo nos cofres gigantesco. Em um ano, a emissora perdeu R$ 600 milhões por causa da pandemia, Em 2020, a queda foi de 78% em relação a 2019, ou seja, de R$ 752,5 milhões, a platinada faturou apenas R$ 167,8 milhões em valor líquido.
FUGA DE PROFISSIONAIS
O prejuízo fez com que a emissora mudasse a forma de trabalhar com os próprios funcionários. Ela abriu mão de gigantes da teledramaturgia como Antonio Fagundes, Stênio Garcia, Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine. Além disso, jornalistas precisaram mudar o esquema de pessoa jurídica para pessoa física.
Monalisa Perrone, Alexandre Garcia, Glória Vanique e outros grandes nomes do comunicadores trocaram a Globo pela CNN Brasil. Ainda assim, o canal não perdeu a qualidade do jornalismo, tanto é que foi indicado ao Emmy Internacional pela cobertura da pandemia com o “Jornal Nacional”.
TROCA DE FARPAS
Em 2018, Bolsonaro disse que não teria “jeitinho” para liberar a concessão da emissora e por isso teria que estar morto para facilitar as coisas. “Eu tenho que estar morto até lá, no processo de renovação da concessão de vocês. Não vai ser perseguição. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho para vocês nem para ninguém”, disse em uma live.
A empresa, através de um comunicado lido por Renato Lo Prete no “Jornal da Globo”, disse o seguinte: “A Globo afirma que não poderia esperar dele outra atitude. A emissora jamais deixou de cumprir as suas obrigações”.
Renata Lo Prete no “Jornal da Globo” (Foto: Reprodução/TV Globo)
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