Falência decretada e dívida de R$ 5 bilhões: O fim cruel de companhia aérea gigantesca do Brasil
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Companhia aérea brasileira fechou as portas e decretou falência (Foto: Reprodução/ Internet)
Companhia aérea gigantesca fechou as portas no Brasil e pegou todo mundo de surpresa
Existem vários motivos que levam as empresas a quebrar, incluindo a falta de um plano de negócios, a falta de controle financeiro e a falta de conhecimento em gestão de negócios. Nessa matéria, por exemplo, falaremos sobre uma companhia aérea gigante que foi a falência e fechou as portas no Brasil.
Para quem não sabe, estamos falando da Viação Aérea São Paulo (VASP). Tratava-se de uma companhia aérea comercial brasileira com sede na cidade de São Paulo, onde chegou a ser uma das maiores e mais importantes do país. Mas, alguns problemas com administração levaram ao fim da empresa.
A companhia deixou de operar em 2005 e teve sua falência decretada pela Justiça de SP em 2008. Os problemas na empresa tiveram início em 2004, quando o Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu as operações de oito aeronaves da VASP, uma atitude adotada como medida de segurança.
Com isso, a empresa ficou sem dinheiro para fazer os trabalhos e decidiu encostar os jatos que, em seguida, começaram a ser canibalizados para oferecer peças aos outros 737 ainda em operação. Diante dessa nova realidade, a empresa foi perdendo terreno, sobretudo após a entrada da Gol no mercado.
Segundo a Wikipédia, a VASP operou em novembro de 2004 apenas 18% dos voos programados. Em setembro de 2004, quando enfrentou a primeira paralisação de funcionários e começou a ter problemas para abastecer suas aeronaves, a fatia de mercado da companhia aérea era de apenas 8% e dois meses depois, de 1,39%.
A ocupação também estava aquém do desejado: as únicas 3 aeronaves da VASP que voaram no mês saíram com 47% dos assentos vendidos. A VASP parou de voar no final de janeiro de 2005, quando o DAC cassou sua autorização de operação. Diante da situação, difícil a companhia aérea deu início ao processo de recuperação judicial.
Em 4 de setembro de 2008, sentença proferida pelo juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, onde tramitava a Recuperação Judicial, decretou a falência da companhia, com dívidas estimadas em 5 bilhões de reais. Alguns dos aviões que pertenciam à empresa foram desmontados e vendidos.
Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?
Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.