Falência, venda e engolida por rival: O fim decadente de 3 fábricas alimentícias gigantes no Brasil após anos
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Fábricas do setor alimentício tiveram triste fim após falências, vendas e mais (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
Relembre 3 casos de grandes fábricas alimentícias que foram varridas após falência, vendas e mais
Se tem uma palavra que ficou muito evidenciada e assombrou os últimos anos, principalmente o de 2023, quando falamos sobre grandes empresas e varejistas é a palavra FALÊNCIA!
Inclusive, esse mal não afeta apenas os menores empreendimentos. Ao longo dos tempos nos surpreendemos com notícias envolvendo grandes impérios, que da noite para o dia, caíram em ruína.
Falando nisso, separamos 3 desses casos envolvendo grandes fábricas alimentícias, que após anos em plena atividade e tradição, acabaram falindo de forma decadente, vendidas e até mesmo sumindo do mapa, para a tristeza de muitos …
1- Café Damasco (Vendida)
Iniciamos a lista com a fábrica do Café Damasco, localizada na BR-277, em Curitiba. Em dezembro do ano de 2010 ela acabou fechada e mandou cerca de 150 funcionários embora.
De acordo com o portal Gazeta do Povo, a empresa passou a assinar devidamente as rescisões contratuais.
As informações partiram do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas, Café e Alimentação de Curitiba e Região Metropolitana (Sindibebidas).
Essas demissões ocorreram poucos dias após o anúncio da venda do Café Damasco para a companhia norte-americana Sara Lee, que possuía uma liderança absoluta no mercado de cafés nos anos 2000.
A transação foi divulgada ainda no dia 29 de novembro de 2010.
Segundo o Sindibebidas, a Sara Lee comprou apenas a marca Damasco, por R$ 100 milhões. Tanto a fábrica quanto os contratos de trabalho permaneceram com o antigo dono.
O presidente do Sindibebidas-PR, Antonio Sergio Farias lamentou o ocorrido: “Não pudemos fazer nada, apenas conversamos com a direção para garantir que os demitidos seriam indenizados”
Vale dizer que a garantia de pagamento foi dada pela própria Damasco. Ainda de acordo com o dirigente sindical, não houve risco de não pagamento dessas obrigações para com os funcionários.
Manifestação da Sara Lee:
Ao procurar a, até então, nova detentora da marca, a Sara Lee, o portal Gazeta do Povo alegou que a mesma apenas divulgou a seguinte nota:
“Sara Lee Cafés do Brasil informa que, como parte da incorporação dos negócios da Café Damasco, concluiu os estudos de reestruturação do quadro de funcionários.
A empresa oferecerá aos funcionários desligados o suporte necessário para auxiliá-los em sua recolocação no mercado de trabalho, sendo observadas todas as regulamentações e procedimentos locais exigidos”.
Vale dizer que a Damasco era considerada a líder no setor de cafés na região Sul do Brasil, e a sétima maior torrefadora de café do país.
Em 2010 a empresa havia completado 50 anos de existência. Do período de 2010 a 2007 ela foi considerada a segunda empresa paranaense do setor de bebidas a passar para as mãos de uma multinacional.
Em 2007, a centenária Leão Júnior, dona da marca de chás Matte Leão, foi adquirida pela também norte-americana Coca-Cola.
2- Ceval Alimentos (Engolida por Rival)
Na segunda da lista nós temos a Ceval Alimentos, fundada ainda em 1974 cuja propriedade pertencia a família Hering, nome familiar pra quem conhece o setor têxtil não é mesmo?
Pois é, de acordo com o portal Exame, a fábrica havia sido instalada no município de Gaspar, em Santa Catarina.
Muitos não sabem, mas ela era dona da Seara, cuja qual foi comprada pela empresa nos anos 80.
A Ceval também detinha outras marcas como o óleo de cozinha Soya, as margarinas Bonna, All Day e entre outras.
De acordo com o portal Folha de. S. Paulo, no ano de 1997 a Ceval foi vendida para a multinacional Bunge, uma de suas maiores rivais da época, pela qual foi “engolida“, ou seja, integrada à marca no ano de 1998
Vale mencionar que a compra da Ceval Alimentos pelo grupo argentino Bunge foi confirmado com a grande expectativa de crescimento anunciada em vários relatórios de analistas de investimentos na época.
3- Chocolate Pan ( Falência devastadora)
Para fechar a lista com chave de ouro, nós temos a falência devastadora da icônica Chocolates Pan, que fiou nacionalmente conhecida pelos cigarrinhos de chocolate e de brincar com o imaginário de muitos.
Infelizmente, a mesma teve sua falência decretada em meados de fevereiro de 2023, pela 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem de São Paulo.
Segundo o portal CNN, a empresa já estava em recuperação judicial desde o ano de 2021 e havia entrado com pedido de autofalência na Justiça, na 1ª RAJ (Região Administrativa Judiciária) do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), no dia 13 de fevereiro de 2023.
A marca sucumbiu de vez após reconhecer a incapacidade de continuar operando e honrar as dívidas. Ainda segundo o portal as mesmas chegavam na casa dos R$ 300 milhões.
Com isso a administradora judicial deu inicio ao encerramento definitivo da fábrica e seguiu vendendo os ativos restantes para conseguir pagar os credores.
Segundo o que a própria empresa declarou, a pandemia foi fator determinante que dificultou ainda mais o cenário catastrófico*
(*Para saber mais detalhes sobre a falência da Pan clique aqui)
Quem arrematou a fábrica da Chocolates Pan?
De acordo com o portal Folha de S.Paulo, a antiga fábrica da Chocolates Pan, foi colocada a leilão ainda em agosto de 2023, mas na época não havia recebido nenhum lance, sendo esnobada por completo em menos de 20 horas do fim do certame*
(Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui*)
Avaliado em mais de R$ 105 milhões, o complexo industrial tem 10.432 m² e está localizado na cidade de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.
No dia 15 de setembro, de acordo com o Diário do Comércio, O Grupo Cacau Show ofereceu R$ 70 milhões, com entrada de R$ 17,5 milhões e o saldo em 30 meses.
No dia 19 de outubro, a Justiça homologou o processo oficializando assim o arremate da gigante dos chocolates por 71 milhões.
Por meio do seu braço de investimentos CCSH, a Cacau Show disputou e levou todos os itens leiloados, comprando a área do imóvel onde ficava a fábrica, bem como os equipamentos e máquinas do local.
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