Calote de 1,2B, 800 lojas afundadas e falência exigida: Varejista n°1 sofre 3 viradas desoladoras em país
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Varejista nº1 exige falência em país e desespera (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Internet)
Crise no varejo obriga rede de lojas queridinhas das donas de casa enfrentar um pedido de falência e ainda colocar 800 unidades em risco de fechamento
Na manhã da última quarta-feira (15), uma gigante nº1 do artesanato e tecidos dos Estados Unidos, pediu pela sua falência após se afundar em uma crise, mesmo após seus 80 anos de história
Trata-se da Joann, reconhecida como uma das maiores varejistas no segmento, vale dizer que esse é o seu segundo pedido de falência em dois anos.
A situação acabou colocando suas 815 lojas distribuídas por quase todos os estados dos Estados Unidos, em risco e levanta preocupações sobre um fechamento total, conforme especialistas.
Diante dos fatos, a equipe do TV Foco, especializada em economia, a partir de informações divulgadas pelo portal Made USA, traz hoje mais detalhes sobre essa situação em três viradas e como fica daqui para frente.
1. Um erro imperdoável
O motivo principal da derrocada estaria em um erro estratégico cometido pela empresa após sua reestruturação em março de 2024.
Na ocasião, a Joann optou por manter todas as suas lojas abertas, ignorando a necessidade de encerrar ao menos as suas operações deficitárias e, assim, conter os custos dos aluguéis que estão cada vez mais elevados:
“O que um varejista deve fazer em um cenário de concordata é rejeitar aluguéis de locais não lucrativos e reduzir o tamanho das operações. A Joann falhou ao não tomar essas medidas e agora está à beira da liquidação” – Afirmou John Bringardner, diretor da Debtwire, ao DailyMail.com.
Agora, a empresa não vês grandes possibilidades a não ser vender suas operações à Gordon Brothers, especialista em desmembramento de ativos que já liquidou redes como Toys R Us, Gymboree e BCBG.
Caso a Joann não encontre um licitante que ofereça uma proposta superior, a Gordon Brothers deverá tomar para si o controle, iniciando um processo doloroso de vendas de liquidação e demissões em massa.
2. Crise devastadora
Desde sua fundação em 1943, a Joann, anteriormente conhecida como Jo-Ann Stores, consolidou sua posição como uma varejista essencial para amantes do artesanato e tecidos.
No entanto, mesmo após um boom de vendas durante a pandemia, o retorno dos consumidores ao trabalho presencial resultou em uma queda abrupta na demanda por artesanato doméstico.
Além disso, a concorrência com varejistas online, como a Amazon, colocou a Joann em uma posição desfavorável.
Com um calote de US$ 1,2 bilhão, a Joann buscou proteção contra falência em março de 2023, saindo do processo em abril após um acordo com credores que perdoaram US$ 505 milhões em troca de participação na empresa.
Ainda assim, a estratégia de manter todas as lojas operando revelou-se insustentável.
3. Há esperanças para a Joann, nos Estados Unidos?
Conforme dito acima a Joann exigiu pela sua falência. No entanto, ainda respira e afirmou não ter planos de encerramento generalizado.
Porém, seis lojas já foram fechadas recentemente, afetando:
- Burlington (Iowa);
- Owings Mills (Maryland);
- Holyoke (Massachusetts);
- Ithaca (Nova York);
- Hickory (Carolina do Norte);
- Williamsport (Pensilvânia).
Nessas localidades, consumidores têm aproveitado descontos que variam de 50% a 90% em liquidações.
Amanda Hayes, diretora de comunicações corporativas da Joann, declarou ao portal Retail Dive que os fechamentos fazem parte de uma “avaliação de rotina”.
Além disso, ela destacou a abertura de novas unidades em Great Falls (Montana) e Maplewood (Minnesota) como parte dos esforços para reposicionar a marca.
Apocalipse do varejo
A falência da Joann é mais um capítulo no chamado “apocalipse do varejo”, que já levou gigantes como Bed Bath & Beyond, Christmas Tree Shops e Soft Surroundings a processos semelhantes nos últimos anos.
Em 2024, mais de 7.300 lojas fecharam nos Estados Unidos – um aumento de quase 60% em relação ao ano anterior.
Especialistas alertam que, sem uma adaptação efetiva ao novo cenário competitivo, outras redes tradicionais de lojas físicas podem seguir o mesmo destino.
Para a Joann, o futuro imediato dependerá do leilão de falência e da capacidade de encontrar investidores dispostos a reestruturar profundamente suas operações.
Caso contrário, sua longa história poderá chegar ao fim … Infelizmente!
Considerações finais:
A rede de artesanato e tecidos Joann, um ícone nos Estados Unidos, está à beira da falência pela segunda vez em dois anos.
Após um boom de vendas durante a pandemia, a empresa não conseguiu se recuperar da queda na demanda e da concorrência online.
A decisão de manter todas as lojas abertas, mesmo as deficitárias, agravou a situação financeira da empresa.
Agora, com uma dívida de US$ 1,2 bilhão, a Joann enfrenta o risco de fechar suas 815 lojas e encerrar suas operações.
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