Falência, engolida pela Magalu e lojas fechadas: 3 viradas ceifam varejistas nº1 do país
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Três varejistas passam por viradas chocantes, incluindo compra da Magalu e até mesmo falência (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Bing)
Três viradas derrubam grandes varejistas, consideradas nº1 do Brasil; Relembre agora como essa quebra impactou o mercado
Ao longo de todos esses anos, o cenário varejista brasileiro testemunhou a ascensão e queda de diversas redes que, em seus tempos áureos, foram líderes de mercado e referência para os consumidores.
Aliás, vale destacar que as mesmas eram consideradas como nº1 em referência e a ruína das mesmas deixaram uma grande lacuna entre seus consumidores mais fiéis.
Muitas razões as levaram a esse desfecho, no entanto, três viradas foram pontos cruciais para isso como:
- Crises financeiras;
- Mudanças de mercado e concorrência acirrada, resultando em falências;
- Fechamentos de unidades e aquisições por rivais.
Sendo assim, a partir de informações do portal Wiki e demais apurações, a equipe do TV Foco levanta três desses casos emblemáticos que ilustram bem essa realidade:
1. Lojas Hermes Macedo – Falência devastadora
A história das Lojas Hermes Macedo começou ainda nos anos 30 (1932) , quando o jovem Hermes Farias de Macedo , com seus apenas 18 anos, fundou em Curitiba (PR) a “Agência Macedo“.
- O negócio iniciou com a venda de autopeças usadas para caminhões, algo inovador para a época, já que a encomenda de peças automotivas no Brasil era bastante escassa.
- Com o sucesso da empreitada, Hermes e seu irmão Astrogildo passaram a anunciar nos jornais a compra de veículos usados, desmontá-los e revender suas partes.
- O negócio prosperou rapidamente e, ainda na década de 30, a empresa deu um grande passo ao começar a importar peças novas dos Estados Unidos , tornando-se referência no setor.
Sucesso progressivo
Nos anos 40 , a empresa abriu sua segunda loja no centro de Curitiba , expandindo sua linha de produtos para bicicletas francesas e eletrodomésticos , itens que começaram a se popularizar no Brasil.
- Em 1942 , inaugurava sua terceira unidade em Ponta Grossa (PR) .
- Dois anos depois, adquiriu um grande prédio das Indústrias Matarazzo na capital paranaense, ampliando sua estrutura para oferecer uma variedade ainda maior de produtos.
A partir dos anos 50 , a Hermes Macedo passou a operar como loja de departamentos , oferecendo um mix diversificado de itens, como:
- Confecções,
- Utensílios;
- Materiais de pesca;
- Pneus,
- Artigos de cama,
- Mesa e banho,
- Som e Náutica.
O processo de expansão passou a acelerar mais na década de 60, com a abertura de unidades nos principais municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Foi nesse período que a rede atualizou o famoso slogan: “Do Rio Grande ao Grande Rio”.
Já dos anos 70 aos 80, a Hermes Macedo tornou-se a maior rede de lojas de departamentos do Brasil, superando concorrentes como Casas Pernambucanas, Mesbla e Lojas Americanas.
A empresa investiu fortemente em marketing, utilizando propagandas em TV, rádio e jornais, além de promover sorteios de carros e prêmios.
Suas lojas eram conhecidas por grandes estruturas e fachadas modernas, as quais eram renovadas constantemente.
Tanto que, nos anos 80, a rede já contava com 180 lojas espalhadas pelo Brasil e figurava na 33ª posição entre as 500 maiores empresas privadas nacionais, conforme publicado em edição da Exame.
Declínio e falência total
Infelizmente, o império ruiu em 1990, impulsionado por uma combinação de fatores:
- O Brasil enfrentava uma forte crise econômica, agravada pelo Plano Collor, que, como muitos sabem, congelou recursos financeiros e reduziu drasticamente o consumo.
- Além disso, a morte da esposa de Hermes Macedo gerou disputas familiares internas, fragilizando a gestão da empresa.
Isso sem falar na concorrência contra a Casas Bahia, C&A e Riachuelo, as quais começaram a dominar o varejo, trazendo novos modelos de negócios e financiamento que atraíam mais consumidores.
Em 1992, Hermes Macedo entrava com pedido de concordata, e em três anos depois, um acordo foi feito com as Lojas Colombo, permitindo que a rede continuasse operando com estoques e estrutura compartilhada.
Mas, infelizmente, tais medidas não foram suficientes para reverter a crise. Em 1997, a falência de Hermes Macedo foi oficialmente decretada, encerrando uma história de 65 anos de atuação no varejo brasileiro.
Manifestações:
Não há registros de manifestações públicas por parte da família Macedo ou de antigos executivos da rede sobre o encerramento das atividades.
No entanto, se algum representante quiser expor a sua versão dos fatos, apesar do tempo, o espaço permanece aberto.
2. Casa Cruz – Fechou tudo!
A tradicional papelaria Casa Cruz, fundada em 6 de dezembro de 1893, no Rio de Janeiro, por José Rodrigues da Cruz, teve sua criação motivada por um desentendimento familiar.
José e seu pai, o comerciante português Manoel Rodrigues da Cruz, mantinham juntos uma loja de artigos marítimos, especializada em lampiões e vidros de vigilância para navios.
Após a separação dos negócios, José decidiu abrir sua própria empresa, que rapidamente se consolidou como uma das principais papelarias do Rio de Janeiro.
Primeira inaugurada
A primeira loja foi inaugurada na Rua Ramalho Ortigão , mas ao longo dos anos a rede se expandiu, com unidades no:
- Centro;
- Tijuca;
- Copacabana;
- Madureira;
- Campo Grande;
- Nova Iguaçu;
- Niterói .
A Casa Cruz passou a se tornar referência na venda de livros, materiais escolares e papelaria em geral, além de oferecer produtos com marcas próprias, como “Silhueta” e “Casa Cruz” .
Com a chegada dos anos 2000, mais precisamente 2001, a empresa lançou sua loja virtual, apostando no comércio eletrônico como uma forma de modernização, em uma época em que isso estava apenas começando
Fim de uma era:
Apesar de sua forte presença no mercado carioca, a Casa Cruz passou a a enfrentar dificuldades no início de 2010 .
Com o avanço da digitalização e das grandes redes varejistas, a mesma encontrou dificuldades para manter o desempenho da empresa.
Além disso, um incêndio em dezembro de 2007 comprometeu a loja do Largo de São Francisco de Paula, um dos seus pontos de venda mais fortes.
Fatalmente, em agosto de 2017 , a Casa Cruz fechou todas as suas lojas físicas, mantendo apenas a operação virtual.
No entanto, a crise se aprofundou ainda mais e em 2018, a empresa fechou sua loja online, encerrando definitivamente as atividades, marcando o fim de uma era de uma das papelarias mais emblemáticas do país.
Manifestações:
Da mesma forma que o caso anterior, não há registros de manifestações oficiais da Casa Cruz ou de seus ex-proprietários sobre o encerramento da empresa, porém, o espaço permanece igualmente aberto.
3. Lojas Maia – Engolida pela Magalu
Por fim, temos o caso da Lojas Maia, a qual surgiu no Nordeste brasileiro, inicialmente sob o nome “Casa Maia”, fundada por Francisco Severiano Vasconcelos em Patos, Paraíba .
Seu filho, Arnaldo Dantas Maia, ajudava nos negócios, que tinham como foco a venda de:
- Utilidades domésticas;
- Rádios;
- Radiolas;
- Móveis.
A primeira filial foi aberta em João Pessoa, expandindo-se rapidamente para outras cidades da região.
Em 1972, a razão social foi alterada para FS Vasconcelos e Cia Ltda., quando a rede passou a vender artigos de cama, mesa, banho e perfumaria.
Nos anos 2000, a Lojas Maia já contava com 140 lojas espalhadas pelos novos estados do Nordeste, sendo uma das principais redes varejistas da região.
Quando a Magalu comprou a Casas Maia?
Mas, em 16 de julho de 2010, o Magazine Luiza anunciou a compra das Lojas Maia e, a partir de novembro do mesmo ano, as fachadas passaram a exibir os nomes das duas marcas.
No entanto, somente em setembro de 2012 que a transição foi concluída, e a marca Lojas Maia foi oficialmente extinta, dando lugar ao império da Magalu.
MAS ATENÇÃO! Embora existam outras varejistas com esse mesmo nome, elas não possuem nenhuma ligação com a história das Lojas Maia mencionada.
Manifestações:
Não há registros de manifestações públicas da família Maia ou de antigos executivos sobre a venda da empresa, porém o espaço permanece em aberto.
Mas e você, lembra de outras varejistas que fizeram história? Se sim, deixe nos comentários!
Conclusão:
Em suma, três gigantes do varejo brasileiro, Hermes Macedo, Casa Cruz e Lojas Maia, sucumbiram a diversas crises ao longo das décadas.
Crises econômicas, mudanças de mercado, concorrência e comércio eletrônico levaram ao declínio e fim de empresas outrora dominantes.
A história dessas marcas serve como um lembrete da dinâmica e da competitividade do setor varejista. Mas, para saber mais sobre mais histórias como essa, clique aqui.*