Empresa varejista teve falência decretada

Quando uma empresa acaba decretando falência, é sempre uma triste notícia. Foi o que aconteceu com uma tradicional fábrica de calçados no Brasil.

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Afinal, milhares de empregos acabam chegando ao fim, além do sonho de um empreendedor que fica perdido no meio do caminho por uma gestão má administrada ou por problemas adversos, como queda nas vendas, perda de competitividade e concorrência.

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O número de empresas brasileiras que deram entrada em pedido de recuperação judicial em 2023, até março, saltou 37,6% na comparação anual, a 289, aponta o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian.

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Os pedidos de falência também foram expressivos. Ainda segundo o indicador, os requerimentos saltaram de 177 até o terceiro mês do ano passado para 255 em 2023, avanço de 44%.

Segundo o Serasa, o pedido de falência mesmo após a recuperação judicial, é uma forma da empresa de conseguir arcar com as dívidas aos seus credores e reduzir a dívida a aqueles que lhe proporcionou o crédito.

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Porém, vamos falar de uma tradicional fábrica de calçados no Brasil que teve o pedido de falência decretado em 2020. Para quem não lembra, esse ano foi turbulento por causa da pandemia da Covid-19.

Estamos falando da Mania Brasileira Comércio de Calçados Eireli Me, que de acordo com informações divulgadas no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, teve o pedido procedente de falência.

O juiz titular da Vara de Falências, Recuperações Judiciais, Insolvência Civil e Litígios Empresariais do DF determinou a suspensão de eventuais ações ou execuções em curso contra a empresa.

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Produtos que eram fabricados pela Mania Brasileira Comércio de Calçados (Foto: Reprodução / Internet)

Produtos que eram fabricados pela Mania Brasileira Comércio de Calçados (Foto: Reprodução / Internet)

VOLTOU A FUNCIONAR?

Uma vez que a fábrica de calçados não está mais em funcionamento, o juiz não determinou expedição de mandado de lacração, verificação e arrolamento dos bens do estabelecimento empresarial.

Foi estabelecido o bloqueio e a transferência para uma conta judicial dos valores eventualmente existentes em contas cadastradas em nome da fábrica, pelo sistema BANCENJUD, assim como o bloqueio da circulação de carros em nome da fábrica tradicional de calçados.

Porém, de acordo com informações do portal Informe Cadastral, a empresa consta com o CNPJ ativo e com endereço em Tanguatinga Norte – DF, com capital inicial de R$ 90 mil reais e data de abertura da empresa de 30/07/2007.

Intitulada como Micro Empresa, não se tem informações de que a fábrica voltou a funcionar e comercializar os produtos que fabricava antes do pedido de falência em 2020. Também não existem redes sociais e nem site oficial da empresa.

À beira da falência: Triste situação de milhares de empresas (Reprodução/Internet)

Falência: Triste situação da empresa (Foto: Reprodução / Internet)