Falência: Fim de fábrica aclamada no Brasil chega após 121 anos de vida e funcionários são jogados na rua

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

21/08/2024 às 09:44 · Tempo de leitura: 5 minutos

Placa de fechado / Falência - Montagem: TVFOCO

Tudo sobre a falência de uma fábrica gigante e aclamada no Brasil após mais de um século de história

De forma impactante, uma das fábricas mais gigantes do Brasil teve sua falência decretado após mais de 1 século de existência. Dito isso, nesta quarta-feira (21), vocês saberão detalhes e curiosidades sobre o dia em que a empresa tradicional gigante fechou as portas.

Trata-se da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, que foi fundada no país em 11 de março de 1892. A empresa foi criada pelos comerciantes Carlos Renaux, Augusto Klappoth e Paul Hoepcke. As informações são do portal Wikipédia.

Sobre a história da empresa, os tecelões chegaram no Brasil após saírem da Polônia devido as más condições de trabalho no país. No ano de 1918, a empresa foi transformada em uma sociedade anônima, sob o nome de Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A.

Com a expansão dos negócios, a empresa abriu três unidades no ano de 1935 e tornou-se uma das maiores fabricantes no ramo têxtil no estado catarinense. Já nos anos 60, a empresa focou na tecnologia para produzir tecidos de algodão no Brasil.

Inclusive, as ações da corporação começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Desse modo, a empresa teve um alto crescimento no país. Porém, no dia 15 de julho de 2013, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux teve falência decretada. No entanto, a empresa não conseguiu se reerguer e precisou encerrar as suas atividades no mesmo ano após uma história de 121 anos.

Sobre a situação que levou a empresa a fechar as suas portas, a crise nas fábricas centenárias de Brusque começou com a abertura comercial no País, nos anos 90. As indústrias sucateadas e mal geridas não conseguiram competir com as importações. Além disso, em 2011, a empresa precisou lidar com a crise do algodão. Muitas empresas faliram na época.

Segundo informações divulgadas pelo site ‘Jus Brasil’, ao admitir a falência, a empresa alegou ter procurado novos investidores e fomentadores industriais, mas que no caso, tudo foi sem sucesso.

Inclusive, a empresa não cumpriu com o estabelecido no plano de recuperação e pediu a decretação da falência antes mesmo do previsto, fazendo com que a Justiça determinasse o bloqueio de valores em ações.

Por fim, até o final da década de 1940, a empresa instalou em Brusque a primeira unidade na região capaz de girar o fio penteado. Nos anos 60, uma nova etapa evolutiva que empregava tecnologia de resinas sintéticas foi introduzida para a produção de tecidos de algodão à prova de rugas. Com a abertura de seu capital, as ações da corporação começou a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Foi então que, em 15 de julho de 2013, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux teve falência decretada, encerrando uma história de 121 anos e chegou ao fim.

Fábrica de Tecidos Carlos Renaux (Foto: Reprodução/ Internet)
Fábrica de Tecidos Carlos Renaux (Foto: Reprodução/ Internet)

Qual a diferença de Falência e Recuperação Judicial?

Para quem não sabe, a falência ocorre quando a empresa deixa de ser inadimplente e passa a ser insolvente.

Portanto, não há mais como o devedor cumprir com sua obrigação empresarial, e nem como abrir uma simples execução. A recuperação é uma forma de evitar que a inadimplência se torne insolvência.

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