Após 100 anos de história, fábrica alimentícia nº1 de Curitiba decreta falência, é vendida à rival e marca o fim de uma era no Paraná

Uma empresa alimentícia com 100 anos de atividade acabou indo à falência em Curitiba, no Paraná. O fim dessa gigante entristeceu a cidade paranaense ao ver a fábrica em ruínas e sendo vendida a uma grande rival do setor.

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Estamos falando do fim da Todeschini Alimentos, uma fábrica histórica que fechou as portas depois de um século de atividade. A seguir, veja em detalhes a história dessa gigante e o que levou a sua falência após anos de sucesso. As informações são dos portais Tribuna e Wiki.

Todeschini Alimentos

A história começou ainda no fim do século XIX. O italiano Giuseppe Todeschini chegou ao Brasil trazendo receitas e costumes da sua terra. Em 1885, ele passou a produzir macarrão artesanal em Curitiba. Naquele tempo, massa ainda era novidade no país, mas logo conquistou os moradores.

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A primeira fábrica foi aberta em 1906. Aos poucos, a empresa cresceu e diversificou. Vieram as balas, a partir de 1932, e depois os biscoitos e bolachas recheadas, em 1951. Nos anos 90, virou referência ao apostar em massas diferentes, como espaguetes com sabor de tomate e massas coloridas.

Apesar do sucesso, o declínio e o fim

A situação começou a mudar nos anos 2000. A concorrência com grandes grupos do setor aumentou, problemas internos apareceram e as contas passaram a não fechar. Em 2006, a empresa tentou se reerguer com uma parceria, criando a AC Alimentos e Condimentos, porém, não foi suficiente.

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As dívidas cresceram, o espaço no mercado diminuiu e a crise ficou insustentável. Em dezembro de 2012, a produção foi parada. Em janeiro de 2013, após férias coletivas, 336 funcionários voltaram apenas para encontrar a fábrica fechada. Um mês depois, a falência foi oficialmente decretada.

Após o fechamento, o prédio da fábrica, no bairro Pinheirinho, às margens da Linha Verde, ficou abandonado. Com os anos, o local virou motivo de medo para quem mora na região. A falta de manutenção e segurança transformou o espaço em ponto de risco, com relatos de invasões e atividades ilegais.

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Em 2018, o dono do imóvel informou que existiam planos para construir um shopping no local, mas que a instabilidade econômica afastava investidores. A Prefeitura chegou a notificar o proprietário para limpeza do terreno e realizou vistorias. Depois disso, não surgiram novas informações.

Enquanto a fábrica ficou para trás, a marca Todeschini seguiu outro caminho. Em 2014, o nome foi licenciado para a indústria Selmi, dona das marcas Galo e Renata. Anos depois, em 2021, a Selmi comprou a marca de forma definitiva. Aliás, parte dos produtos continuaram sendo fabricados sob a nova gestão.

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Hoje, o nome Todeschini ainda aparece no mercado e até nas redes sociais, com receitas e conteúdos divulgados pela nova dona por meio do canal no YouTube no nome da marca.

Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?

Conforme o portal ‘Vem Pra Dome’, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento. No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa.

Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação e o negócio acaba fechando as portas. A recuperação judicial visa manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Ademais, na outra, ocorre o encerramento, onde ele acaba considerado irrecuperável.

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