14 bilhões, falência e venda colossal: O fim de gigante dos leites e ressurreição em prateleiras no Brasil
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Falência de grande marca de leites (Reprodução - Internet)
Uma das maiores marcas de leite do Brasil foi a falência mas se recuperou e voltou a cenário nacional
Uma das mais renomadas marcas de leite e laticínios no Brasil foi do ápice a recuperação judicial, mas conseguiu se reerguer e voltar a dominar o mercado.
Essa gigante das marcas de leite chegou a patrocinar o Palmeiras, na época marcada como ‘Primeira Academia’, onde o verdão conquistou sua primeira Libertadores.
Depois teve sua recuperação judicial confirmada e precisou de muita ajuda para conseguir se reerguer no mercado e no cenário nacional.
COMO A PARMALAT SE REERGUEU APÓS A RECUPERAÇÃO JUDICIAL?
Segundo informações do UOL, Parmalat viveu um carrossel de emoções desde sua chegada ao Brasil, em 1972, até sua falência nos anos 2000.
Famosa pelo comercial dos mamíferos e por patrocinar o Palmeiras no futebol, a marca chegou ao seu auge na década de 1990, antes de colapsar em meio a um esquema bilionário de corrupção.
A companhia teve sua falência declarada em 2003 e, desde 2011, é uma subsidiária do grupo francês Lactalis, que obteve o controle total da empresa em 2019.
Cativada por comerciais de crianças vestidas de animais mamíferos, como vaquinha, porco e zebra, toda uma geração brasileira foi influenciada pela Parmalat.
A propaganda começou em maio de 1996 e, com o sucesso, perdurou quase quatro anos, até janeiro de 2000. O comercial foi criado pelos publicitários Erh Ray e Nizan Guanaes, da agência de comunicação DM9DDB, e ganhou diversos prêmios na publicidade brasileira.
A Era Parmalat no Palmeiras durou de 1992 a 2000. Neste período, o clube conquistou incríveis 11 títulos: Campeonato Paulista de 1993, 1994 e 1996; Torneio Rio-São Paulo de 1993 e 2000; Campeonato Brasileiro de 1993 e 1994; Copa do Brasil de 1998; Copa Mercosul de 1998; Conmebol Libertadores de 1999; e a Copa dos Campeões de 2000.
O rombo bilionário nas contas da empresa foi descoberto no final de 2003. Em sua multiplicação de filiais e empresas intermediárias, a companhia entrou também em paraísos fiscais.
Em meio a investigações, autoridades descobriram, então, que um suposto fundo de 3,95 bilhões de euros, nas Ilhas Cayman, não existia.
Ex-dono da Parmalat, Calisto Tanzi (Foto Reprodução/Época)
Leite Parmalat (Foto Reprodução/Exame)
Hoje, a empresa Parmalat voltou a ser comercializada normalmente nos supermercados (Foto: Bianca Guedes / Jornal Extra)
Após anos de processos e brigas judiciais, Calisto Tanzi foi preso em 2011 e condenado a oito anos de prisão. Em busca na sua residência, obras de arte com valor estimado em mais de 100 milhões de euros (R$ 600 milhões), entre elas pinturas de Pablo Picasso, Claude Monet e Vincent van Gogh, foram leiloadas em 2019.
O empresário morreu no dia 1º de janeiro de 2022, aos 83 anos, em Parma. Apesar das fraudes e da mancha em sua história, em 2011, a empresa francesa Lactalis adquiriu o controle acionário da Parmalat em nível global.
A empresa retomou as atividades no Brasil em 2015, quando relançou o comercial dos mamíferos. Hoje, a Parmalat ainda comercializa produtos, “produzidos dentro dos padrões de qualidade preconizados pelo grupo”, segundo a companhia, e mantém acesa a memória afetiva de muita gente.
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