Dívida de R$ 100 milhões força rede varejista a encerrar atividades no Brasil e fechar todas as suas 63 unidades
Desde o início do século XX, algumas empresas brasileiras cresceram tanto que pareciam destinadas à permanência definitiva no mercado. Eram sinônimos de poder de compra, modernidade e referência nacional.
Contudo, por uma combinação de más decisões, mudanças no mercado, crises econômicas ou falhas de gestão, essas estruturas grandiosas desmoronaram. As histórias dessas organizações mostram como o sucesso nem sempre protege contra o declínio.

Um exemplo emblemático é o Mesbla. Fundada em 1912, a rede se tornou uma gigante do varejo por décadas, chegando a liderar o comércio de não-alimentos, com centenas de lojas e milhares de empregados.
Além disso, ao longo dos anos 80, 90, Mesbla se expandiu e manteve prestígio: vendia de roupas a eletrodomésticos, móveis e até veículos a prazo, usando um sistema de crediário que era referência.
Porém, a empresa cometeu um grande erro: diante da hiperinflação e medo de novos aumentos, acumulou estoques excessivos. Contudo, a aposta que virou pesadelo com a estabilização econômica. Endividada, lenta em decisões e incapaz de se adaptar à concorrência cada vez mais acirrada, a Mesbla pediu concordata e faliu em 1999.
Qual empresa entrou em falência?
Outro caso forte é o da Varig, uma das empresas aéreas mais emblemáticas da história brasileira. Fundada em 1927, ela transformou os céus do Brasil por muitos anos, conectando o país internamente e com o exterior.
Por décadas, a Varig foi sinônimo de prestígio e conquistas: voava para Europa, América do Norte, Ásia; mantinha rotas internacionais e atendia com serviço de luxo, em um tempo em que viajar de avião era um privilégio. Mas a conjunção de altos custos operacionais, dívidas crescentes, concorrência com novas companhias e mudanças no mercado aéreo fragilizaram a empresa.
No entanto, em 2006, a Varig foi dividida. A parte saudável foi vendida, enquanto a “velha Varig”, com dívidas, acabou falindo. A falência foi decretada em 2010.
Além disso, o setor varejista também viu o desaparecimento da Lojas Brasileiras, ou Lobrás. Ela hegou a ter 63 unidades em 20 estados, competindo diretamente com as Lojas Americanas. Em 1999, afundada em dívidas estimadas em R$ 100 milhões, encerrou as atividades.
Além de varejo e indústria, o setor de transporte de ônibus também teve perdas marcantes. A empresa Busscar Ônibus S.A. era um nome respeitado na produção de ônibus, com origem modesta.
Por fim, esses nomes fazem parte da memória coletiva de muitos brasileiros. Marcaram época e geraram nostalgia. Mas seus fracassos também são lições. Demonstrações claras de que liderança, inovação e capacidade de adaptação são tão importantes quanto reputações.
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