Falência decretada pelo Banco Central, engolido pelo Santander e +: Fim decadente de 3 grandes bancos de SP
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Três Bancos têm fim decadente, incluindo intervenção do BC, após décadas em São Paulo (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
Entenda como a falência e fim de três grandes bancos impactou o mercado financeiro de São Paulo e quais foram as consequências no setor econômico como um todo
O sistema financeiro de qualquer país é a espinha dorsal de qualquer economia, permitindo a circulação de recursos e a realização de investimentos.
Contudo, nem mesmo as grandes instituições bancárias estão isentas de passar pelas crises, vendas a rivais e até mesmo as temidas falências.
Inclusive, tais quebras podem causar impactos devastadores, gerando instabilidade, desemprego e perda de confiança.
A história de três casos de quebras que assolaram o país, especialmente em São Paulo, a locomotiva do Brasil, impactando fortemente a grande metrópole:
- Caderneta de Poupança Delfin;
- Banco Sudameris;
- Banco Cruzeiro do Sul.
Sendo assim, a partir de informações divulgadas pelo portal Wiki e pela revista Veja S.Paulo, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes de cada um desses casos e como o “fim decadente” desses nomes impactaram os brasileiros e seus correntistas:
Caderneta de Poupança Delfin:
Primeiramente, iremos começar a lista falando da Caderneta de Poupança Delfin, propriedade do ex-ministro Delfim Neto, a qual figurou como uma das maiores instituições de poupança do Brasil até sua liquidação, em 1983:
A instituição atraiu milhares de investidores com promessas de segurança e retorno financeiro através de títulos de capitalização.
No entanto, o colapso da Caderneta de Poupança Delfin deixou um rastro de desespero entre os clientes:
- Apesar de não ter muitos detalhes de sua história divulgados de forma pública, ainda hoje, décadas após o fechamento, muitos investidores ainda lutam para reaver valores aplicados;
- Na época, as autoridades financeiras anunciaram a liquidação sem apresentar soluções claras para os poupadores, agravando o sentimento de abandono;
- O impacto foi profundo em São Paulo, principal praça da instituição. A quebra comprometeu o consumo e aumentou a desconfiança do público nas instituições financeiras, criando um efeito dominó que durou anos.
Não há registros de declarações públicas suas em defesa, no entanto, o espaço permanece em aberto se a mesma ainda desejar expor sua versão dos fatos.
Banco Sudameris:
Fundado em 1900 como Banco Commerciale Italiano de São Paulo, o Sudameris expandiu e se transformou até enfrentar dificuldades no final dos anos 90:
- A aquisição do Banco América do Sul, em 1998, revelou-se desastrosa, com prejuízos decorrentes de uma carteira de crédito de baixa qualidade e custos elevados;
- Após sucessivas injeções de capital e tentativas de reestruturação, o grupo controlador, o Intesa, decidiu vender o banco;
- Em 2003, o ABN AMRO Real, adquiriu o Sudameris por R$ 2,3 bilhões, encerrando um ciclo de quase um século de operações.
- Porém, em 2007, o ABN AMRO Real passou a ser do Santander.
- A venda marcou o início do fim do banco como entidade independente, mas a transição foi lenta, só sendo concluída em 2007, o que acabou fazendo com que, na verdade, o mesmo fosse engolido pelo Santander.
A situação impactou principalmente São Paulo, onde o banco concentrava suas operações e era referência para clientes de alta renda e pequenas empresas.
Banco Cruzeiro do Sul:
Fundado em 1989 como um desdobramento da Cruzeiro Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), parte do Grupo Pullman, o Banco Cruzeiro do Sul passou por transformações significativas ao longo de sua história.
A partir de 1993, sob o controle da família Índio da Costa, o banco viveu uma ascensão meteórica, destacando-se como um dos principais agentes financeiros do Brasil até sua queda definitiva em 2015:
- O Banco Cruzeiro do Sul passou a ser um dos mais importantes do setor financeiro, especialmente em São Paulo, onde concentrou grande parte de suas operações;
- Em 1994, a instituição tornou-se agente do BNDES, atuando no crédito de longo prazo e no financiamento de empresas, com destaque para o programa FINAME;
- A parceria consolidou a relevância do Cruzeiro do Sul no mercado financeiro;
- A partir de 2003, o banco foi designado dealer oficial pelo Banco Central, passando a intermediar operações de títulos do Tesouro Nacional e derivativos no mercado secundário.
Todas essas conquistas fortaleceram sua visibilidade e atratividade, consolidando sua reputação.
Além disso, em 2004, o banco entrou no segmento de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS e, em 2005, lançou cartões de crédito com cobrança consignada, ampliando sua base de clientes.
Fim decadente:
No entanto, os primeiros sinais de dificuldades surgiram em 2011, quando a agência Moody’s rebaixou a classificação de risco do banco, citando problemas na captação de recursos e deficiências na gestão financeira:
Em junho de 2012, o Banco Central interveio na instituição após rombo financeiro de R$ 1,3 bilhão, resultado de créditos fictícios registrados em seus balanços.
- Naquele momento, o patrimônio líquido do banco era negativo em R$ 150 milhões;
- Apesar de tentativas de negociação com possíveis compradores, como o Banco Santander, a situação se deteriorou rapidamente;
- Em setembro de 2012, o Banco Central decretou a liquidação da instituição, marcando o fim de suas operações.
Quando o Banco Cruzeiro do Sul faliu de vez?
Em agosto de 2015, a Justiça decretou oficialmente a falência do Banco Cruzeiro do Sul, bloqueando os bens dos controladores para responsabilizá-los pelo prejuízo financeiro.
Os credores, investidores e correntistas ficaram no centro de uma das mais complexas liquidações judiciais do setor bancário brasileiro.
O caso revelou fragilidades no sistema regulatório e na governança bancária.
Os controladores do banco, liderados por Luís Felippe Índio da Costa, alegaram que a intervenção do Banco Central foi precipitada e que o Cruzeiro do Sul poderia se recuperar.
Entretanto, os auditores e as investigações apontaram irregularidades significativas, como a emissão de créditos fictícios e má gestão contábil.
As alegações dos controladores não foram suficientes para evitar a responsabilização. Bens foram bloqueados e parte das dívidas foi paga por meio da venda de ativos.
Considerações finais:
Em suma, o sistema financeiro permite a circulação de recursos e investimentos.
No entanto, grandes instituições bancárias também enfrentam crises, vendas a rivais e falências, causando instabilidade e desemprego.
Três casos notáveis em São Paulo incluem a caderneta de poupança HASPA, o Banco Sudameris e o Banco Cruzeiro do Sul.
Essas quebras tiveram impactos profundos, gerando desconfiança e retração econômica. Mas, para saber outros casos como os mencionados neste texto, clique aqui*.
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