Falência: Qual rede de lojas de móveis encerrou atividades no Brasil após 64 anos?

Rede histórica de móveis encerra suas portas no Brasil após sustentar uma trajetória de 64 anos e deixa consumidores atônitos

18/11/2025 às 20:45 · Tempo de leitura: 4 minutos

Falência - Móveis (Foto: Reprodução)

Rede histórica de móveis encerra suas portas no Brasil após sustentar uma trajetória de 64 anos e deixa consumidores atônitos

Pegando seus clientes de surpresa, a rede Manlec encerrou suas atividades após 64 anos e deixou um vazio curioso no varejo gaúcho. A história da empresa começou em 1953 quando Atílio Manzoli e Felipe Lechtman abriram uma fábrica de móveis em Porto Alegre.

Porém, a empresa cresceu de forma constante e passou a ocupar espaço importante no setor de móveis e eletrodomésticos. Muitas famílias compraram seus primeiros produtos duráveis ali e a marca virou um nome respeitado no estado.

Manlec (Reprodução/Internet)

A Manlec abriu sua primeira loja em 1967 e deu início a um modelo de varejo que somava móveis e eletrodomésticos. A rede ganhou força e se espalhou por diferentes regiões. Contudo, a proposta atraiu consumidores que buscavam facilidade de compra e produtos que duravam. Por muito tempo a empresa manteve um público fiel e desfrutou de uma imagem sólida no mercado.

No enatnto, o cenário mudou de forma brusca a partir dos anos 2010. A empresa viu as dívidas crescerem e perdeu capacidade de manter suas operações. Em agosto de 2014 a Manlec pediu recuperação judicial e declarou passivo de cerca de cento e cinco milhões de reais.

O pedido despertou preocupação entre credores e funcionários que já conviviam com salários atrasados. A direção da empresa tentou reduzir o impacto e apresentou um plano que previa deságio expressivo.

A Manlec teve falência decretada?

As ações não surtiram o efeito esperado. A Manlec reduziu lojas e demitiu muitos funcionários. A empresa buscou reorganizar processos e enxugar despesas. Mesmo assim a sensação interna era de que o tempo ficava curto demais. O varejo atravessava concorrência intensa e a empresa não conseguia acompanhar a mudança rápida dos hábitos de consumo.

Então, em julho de 2017 a Justiça decretou a falência da Manlec. A decisão reconheceu que a empresa não tinha condições de honrar compromissos e nem de retomar suas operações de forma sustentável. Credores ficaram com perdas expressivas e funcionários enfrentaram incertezas. Contudo, o encerramento marcou o fim de uma marca que se confundia com a rotina de muitas famílias gaúchas.

A queda da Manlec expôs problemas maiores do varejo brasileiro. A concorrência aumentou. Os custos subiram. Além disso, a adaptação ao comércio digital exigiu respostas rápidas. Empresas tradicionais sentiram o impacto de forma profunda. Por fim, a Manlec seguiu esse caminho e não encontrou a solução que precisava para sobreviver.

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