Falência: Rede de hospedagens afunda, decreta fim e ordena expulsão de clientes no meio de estadia
Rede de hospedagens decreta o próprio fim e expulsa hóspedes no meio da estadia em um desfecho que surpreende o setor
Falência - hospedagem (Foto: Reprodução)
Rede de hospedagens decreta o próprio fim e expulsa hóspedes no meio da estadia em um desfecho que surpreende o setor
Sonder, até pouco tempo apontada como uma das grandes apostas da hospitalidade moderna, entrou em colapso. Contudo, no dia 10 de novembro de 2025, a empresa anunciou que iria encerrar imediatamente suas operações nos Estados Unidos e iniciar um processo de liquidação sob o regime do Chapter 7, segundo comunicado oficial.
Além disso, a decisão se deu após fracassarem tentativas de obter novos financiamentos ou de concretizar uma venda que permitisse à companhia seguir funcionando como negócio em operação.
Porem, a raiz dessa falência parece residir em problemas graves na integração com a Marriott. A licenciamento firmado entre Sonder e Marriott, que permitiria listar unidades da Sonder na plataforma Bonvoy, enfrentou obstáculos técnicos “inesperados”, gerando custos elevados e queda acentuada de receita.
Em seguida, Marriott então rescindiu o contrato, o que foi um golpe fatal para a empresa de hospedagem alternativa. Em seu comunicado, a CEO interina Janice Sears afirmou que a “liquidação era o único caminho viável” para a Sonder, diante da perda de capital de giro e dos custos de integração com a Marriott.
Além disso, a empresa também disse que pretende abrir procedimentos de insolvência fora dos EUA, em outros países onde opera.
Por que a Sonder acabou?
O modelo de negócio da Sonder foi ambicioso, mas arriscado. Ela comprava ou arrendava imóveis de longo prazo, os renovava com design moderno e os oferecia para aluguéis de curta estadia por meio de seu app. Esse tipo de operação exigia capital fixo alto e tinha pouca margem de manobra quando a receita caiu e os custos dispararam.
O impacto foi imediato para os clientes. Muitos hóspedes só souberam da falência por e-mail e precisaram desocupar os apartamentos com poucas horas de aviso. Além disso, há relatos de pessoas que tiveram reservas canceladas de forma abrupta, sem suporte adequado para relocação ou reembolso.
Os funcionários da Sonder também foram duramente atingidos: houve demissões em massa, e parte da equipe descobriu a falência pela imprensa, não por comunicação interna. Já para os investidores, a queda foi dramática, as ações despencaram mais de 60% em um único dia.
Por fim, a derrocada da Sonder torna-se um alerta para o setor de tecnologia em hospitalidade. Empresas que combinam a lógica de “tech” com custos fixos imobiliários podem se expor demais.
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