Falência, vendida por menos de R$0,10 à rival e +: 3 gigantes do varejo tem fim decadente no RJ
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Falência, crises e venda de 3 varejistas históricas marcaram a história do Rio de Janeiro (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
3 históricas e gigantes lojas varejistas tiveram fim decadente após falência, crises diversas e até mesmo ver seu negócio ser repassado à rival por menos de 10 centavos
O setor de varejo, historicamente dinâmico e competitivo, nunca esteve imune às crises econômicas e às mudanças nos hábitos de consumo.
Tanto é que muitos nomes fortes do comércio, que marcaram gerações, acabaram enfrentando o encerramento de suas atividades, ainda mais depois da pandemia, um dos períodos mais críticos que devastou o Brasil e o mundo.
Porém, essa realidade está bem longe de ser inédita: ao longo da história, diversas empresas icônicas foram à falência ou venderam seus negócios a valores extremamente baixos, fenômenos que ainda ecoam na memória coletiva.
Falando nisso, no Rio de Janeiro, cidades e bairros inteiros foram impactados pelo desaparecimento de grandes varejistas que, outrora, faziam parte da vida cotidiana dos cariocas.
Dito isso, a partir de informações divulgadas pelo blog da Imobiliária Sérgio Castro, a equipe do TV Foco especializada em economia, separou 3 grandes casos que marcaram comércio carioca:
- Arapuã;
- Supermercados Peg-Pag;
- Casa Tavares.
1- Arapuã: A gigante dos eletrodomésticos
Iniciando a nossa lista temos a gigante e inesquecível Arapuã. Fundada à princípio em São Paulo, no ano de 1957.
Porém, a Arapuã rapidamente conquistou o Brasil, tornando-se referência no segmento de eletrodomésticos, incluindo no Rio de Janeiro, onde era amplamente reconhecida.
No auge, na década de 90, a Arapuã já era a maior varejista de eletrodomésticos do país, mas enfrentou dificuldades devido a decisões estratégicas equivocadas, como:
- A redução drástica do número de lojas;
- Retirada de boa parte da sua linha de produtos.
A empresa, que chegou a faturar bilhões, viu seu império ruir após tentativas de recuperação judicial mal-sucedidas.
O Superior Tribunal de Justiça confirmou, em 2009, a decisão que decretou a falência da empresa em 2003.
Apesar da sua relevância, não foram encontrados relatos públicos da Arapuã sobre o encerramento de suas atividades.
Mas, caso a empresa ou seus representantes ainda queiram expor a sua versão, este espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Para saber mais sobre a história da Arapuã, clique aqui*
Supermercados Peg-Pag – A ruína de um império
O Peg-Pag foi um marco do varejo brasileiro em São Paulo, em 1954, e expandiram suas operações para o Rio de Janeiro na década de 1960.
Com práticas inovadoras, como o sistema de autosserviço, promoções chamativas e lojas climatizadas, tornou-se um dos supermercados mais populares da cidade.
No entanto, a concorrência acirrada, especialmente com a ascensão do Pão de Açúcar, levou ao declínio da rede.
Em uma transação surpreendente para a época, o Peg-Pag foi vendido ao Grupo Pão de Açúcar por um valor de Cr$ 250 milhões, o atualmente valeriam em real menos de R$0,10 centavos, o que seria impensável nos dias de hoje.
Da mesma forma que a Arapuã, não há registros de manifestação da rede sobre sua venda ou encerramento.
Porém, este espaço também permanece disponível para um eventual pronunciamento.
Casa Tavares: Inovação da moda
Fundada em 1938 no Centro do Rio de Janeiro, a Casa Tavares foi uma das primeiras empresas a industrializar a confecção de roupas no Brasil, substituindo as tradicionais alfaiatarias.
Seus produtos acessíveis e inovadores conquistaram os cariocas por décadas. Tanto é que em 1985, ela lançou a marca subsidiária TACO, que aliás ainda existe no mercado.
Entretanto, na década de 90, a Casa Tavares encerrou suas operações, marcando o fim de uma era para o comércio carioca, por razões não encontradas.
Assim como as outras marcas mencionadas, a empresa não deixou registros públicos sobre os motivos do encerramento de suas atividades.
Mas, caso seus representantes desejem se manifestar, o espaço está aberto.
Quais são os direitos dos trabalhadores em caso de falência e encerramento de atividades?
O fechamento ou falência de uma empresa afeta não só consumidores, mas também funcionários, que possuem direitos garantidos por lei. De acordo com o portal Migalhas, os principais direitos estão:
- Rescisão contratual: Os empregados têm direito ao recebimento das verbas rescisórias, que incluem saldo de salário, aviso prévio, férias vencidas e proporcionais com adicional de um terço, e 13º salário proporcional;
- Multa do FGTS: Empregadores devem pagar uma multa de 40% sobre os valores depositados no FGTS em casos de demissão sem justa causa;
- Prioridade no pagamento em casos de falência: A legislação brasileira prioriza dívidas trabalhistas em processos de falência, garantindo que empregadores paguem seus funcionários antes de outros credores;
- Seguro-desemprego: Para aqueles que se enquadram nos critérios, é possível solicitar o benefício do seguro-desemprego.
Além disso, os trabalhadores podem recorrer à Justiça do Trabalho para proteger seus direitos, e os sindicatos atuam vigorosamente em seu apoio.
Considerações finais:
Três gigantes do varejo brasileiro, Arapuã, Peg-Pag e Casa Tavares, enfrentaram um fim trágico após anos de sucesso.
Decisões estratégicas equivocadas, concorrência acirrada e a venda a preços irrisórios para concorrentes foram alguns dos fatores que levaram essas empresas à falência.
A história dessas marcas serve como um lembrete da fragilidade de grandes impérios comerciais e da importância de se adaptar às constantes mudanças do mercado.
Mas, para saber sobre outras falências e crises, clique aqui*.
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