Famosa atriz da Globo quebra protocolo, posa nua e faz desabafo impressionante sobre padrão de beleza
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Todos os programas do TOP 10 pertencem a TV Globo (Foto: Reprodução)
A atriz da Globo Carolinie Figueiredo (Foto: Divulgação)
A atriz Carolinie Figueiredo, que ficou conhecida ao participar de Malhação, da Globo, causou nas redes sociais nesta quarta-feira, 17 de abril, ao posar nua e fazer um desabafo contra a imposição de padrões de beleza.
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Em seu perfil oficial no Instagram, a loira compartilhou uma foto onde aparece de topless e falou sobre as pessoas que pedem que ela emagreça.
“Desde muito cedo escuto: ‘você é linda, seu rosto é lindo, só precisa dar uma secadinha/fechadinha’. Permaneci minha vida inteira lutando com a balança. Às vezes nem por opção, mas revendo meu caminho até aqui: oscilo profundamente entre ‘uau estou numa fase boa, focada, disciplinada, regradinha, fechei a boca, estou ainda mais motivada’ e fases de largar tudo pro alto e afrouxar, desistir, comer compulsivamente pra suprir sei lá o que”, disse ela.
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“Eu destruí meu corpo várias vezes por não me amar e não me aceitar. Fiz as maiores rebeldias e revoluções com meu próprio corpo, hoje sei como proteção da objetificação, e porque de alguma maneira jogava pro meu corpo minha próprias frustrações e rejeições num ciclo vicioso. Nessa jornada de amor próprio e aceitação eu estou engatinhando mas reconheço que já caminhei”, continuou.
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Recentemente, a atriz Carolinie Figueiredo refletiu sobre a sua vida atual, seu novo trabalho e algo que ainda a deixa presa ao passado: o rótulo de atriz, carreira que ela não exerce há anos.
Mostrando uma foto da época de Malhação, ela iniciou a reflexão: “Essa foto tem mais de sete anos. Antes dos filhos, antes de tudo virar de cabeça pra baixo. Um processo doloroso onde precisei ver morrer o meu eu idealizado. Comecei deixando morrer a idealização da maternidade quando assumi ser mãe aos 21 e logo novamente aos 23”.
E acrescentou: “Foi doloroso ver que na realidade o cuidar e o maternar era bem diferente daquilo que imaginava. Depois passei por um longo processo de aceitar a morte da idealização da ‘família perfeita’. Separei quando o pequeno tinha menos de um ano e foi bem doloroso pra todo mundo perceber que aquela relação estava desgastada e que seria mais coerente pra todos que ‘papai e mamãe tivessem duas casas mas que continuariam amando muito vocês'”.
E assumiu: “Mesmo sabendo que o casal não funcionava mais, ver desmoronar o projeto de família, aquilo que desde pequena escuto sendo como ideal, é um processo gigantesco que só quem passou sabe como é. Agora estou começando a abraçar mais uma morte importante: a morte da atriz“.
“Talvez eu nunca deixe de ser atriz, talvez seja o rótulo / ocupação mais antigo que tenho. Acontece que desde que meu segundo filho nasceu, ser atriz não é mais minha ocupação principal, não é mais como eu pago minhas contas mas ainda é como eu me apresento porque isso ainda me trás status, pertencimento e reconhecimento (e digo de mim mesma). Deixar essa morte acontecer não significa que não vá mais atuar, porque o ser artista / criativa / criadora vai estar em mim pra sempre”.
E refletiu: “Mas a idealização de carreira, a associação de sucesso e abundância financeiro ligado a minha carreira de atriz, isso precisa morrer. Porque hoje sou terapeuta (minha mão ainda treme ao escrever). Porque sou educadora parental. E mesmo fazendo um trabalho lindo que impactou e transformou tantas famílias, mulheres e pessoas, algo em mim colocava minhas ocupações em segundo plano porque a atriz-ego-gigante, a atriz-que-espera-a-novela-das-oito ocupava todos os espaços. Essa precisa morrer e junto com ela tudo que ainda me impede de assumir quem sou”.
E concluiu: “Morrer pra algo novo renascer. E abraçar e acolher essa que agora sou. Essa que é a construção de tudo que também não me aconteceu. E em você: o que precisa morrer? #Luaminguante”.
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