Famoso por sua poupança: A falência de instituição no Brasil ao sofrer intervenção do Banco Central

Banco Central e ilustração de falência de banco (Fotos: Aloisio Maurício / Canva)
Instituição famosa por sua poupança desaba em meio à intervenção do Banco Central que acelera a falência
O banco que um dia esteve entre os gigantes do sistema financeiro brasileiro, Banco Bamerindus do Brasil S.A., sucumbiu a uma combinação de expansão acelerada, crise de liquidez e fragilidade estrutural.
Fundado como Banco Mercantil e Industrial do Paraná S.A. em 1951 e rebatizado como Bamerindus em 1971, ele alcançou sua maior projeção nas décadas de 1970 e 1980, quando se tornou uma das principais instituições privadas do país

Contudo, desde meados dos anos 90, os sinais de desgaste se tornaram evidentes no Bamerindus. Ele enfrentou dificuldades em rolar suas dívidas, demandou repetidos auxílios financeiros e empréstimos, inclusive junto ao Banco Central do Brasil (BCB). Por isso, em 26 de março de 1997, o BCB decretou intervenção no banco.
No entanto, a partir da intervenção, os “ativos saudáveis” da instituição, como contas-correntes, a rede de agências e marca, foram transferidos para o HSBC Bank Brasil S.A.. Os “ativos problemáticos” ficaram no que restou da massa falida do Bamerindus.
O banco foi a falência?
Em março de 1998, o BCB decretou a liquidação extrajudicial do banco, encerrando formalmente a operação. Entretanto, o processo de liquidação perdurou por muitos anos, até que em dezembro de 2014 o BCB assinou o ato que pôs fim à massa falida.
Porém, uma peça marcante da história do Bamerindus foi o jingle da “Poupança Bamerindus”. Ele dizia “O tempo passa, o tempo voa; e a ‘Poupança Bamerindus’ continua numa boa… é a ‘Poupança Bamerindus’!”. Esse jingle virou parte da memória de muitos depositantes, pois refletia a imagem de estabilidade que o banco queria transmitir.
Contudo, apesar de toda a publicidade e da confiança gerada pela campanha da poupança, muitos depositantes descobriram que a solidez da instituição não era tão robusta. A intervenção deixou claro que o banco acumulava déficits, reservas negativas e risco elevado.
Por fim, a questão da poupança assumiu papel central. A marca “Poupança Bamerindus” serviu de chamariz para clientes confiantes, mas a própria instituição não conseguiu honrar a sustentabilidade que aquela imagem prometia. Muitos depositantes puderam ver sua caderneta sob risco, e o episódio reforçou a necessidade de cautela com a solidez real dos bancos.
Tópicos nesse artigo: