Um dos fatores mais importantes na TV está sendo ignorado pela Globo em relação ao Fantástico: a transição.
Trata-se de uma técnica em TV que corresponde a fazer com que o público de um programa continue no próximo de forma menos agressiva. Isto já foi tão importante que existem até casos curiosos de programas inteiramente modificados para atender esse quesito.
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Temos por exemplo o antigo programa de Ana Maria Braga na Record, o “Note e Anote”. Como a atração era antecedida por uma atração de desenhos animados, para não comprometer o público infantil, foi criado o Louro José, que se mantém aí até hoje.
No entanto, o “Fantástico” não está seguindo à risca essa regra, o que pode ser considerado como forma de desrespeito ao telespectador. Antecedido pelas “Vídeo Cassetadas” do “Domingão do Faustão”, o programa, como bem lembrou o jornalista Flávio Ricco em sua coluna, abriu já com tiroteio e um menino baleado na barriga da mãe, seguido por tráfico de drogas no aeroporto.
Bem diferente do que acontecia no passado, quando entrava depois de “Os Trapalhões”, o jornalístico abria com matérias mais leves, sobre circo, ciência ou educação, e no decorrer das horas vinham assuntos mais pesados.
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