Fátima Bernardes revela por que chorava muito com os filhos: "O último"
Fátima Bernardes revela por que chorava muito com os filhos e explica como a chegada do último transformou sua forma de enxergar
Fátima Bernardes com sua filha (Foto: Reprodução)
Fátima Bernardes revela por que chorava muito com os filhos e explica como a chegada do último transformou sua forma de enxergar
Ver os filhos crescerem mexe muito com qualquer mãe, e a renomada apresentadora de televisão brasileira Fátima Bernardes sabe muito bem como traduzir esse sentimento. Durante um episódio recente do videocast “Cá Entre Nós” , um formato de programa transmitido pela internet que combina áudio e vídeo, ela protagonizou um momento de grande sensibilidade.
A própria Fátima Bernardes comanda o programa ao lado de sua filha, Beatriz Bonemer, mais conhecida como Bia. Nesse recorte específico, que o canal Cortesvideocast destacou no YouTube, a pauta focou nas lembranças da fase escolar e nos sentimentos que afloram quando as crianças envelhecem e deixam a infância para trás.
A célebre apresentadora Angélica participou como convidada da edição e compartilhou suas próprias percepções sobre a criação dos filhos, relembrando histórias marcantes da educação de seus herdeiros.
Logo no início da conversa, Fátima Bernardes recordou as apresentações escolares dos seus filhos trigêmeos. Apenas para explicar de forma simples, o coral escolar funciona como uma atividade musical coletiva na qual os alunos cantam juntos, formando vozes harmônicas na maioria das vezes. Embora alguns colégios ofereçam a prática apenas para quem tem aptidão natural para a música, Fátima Bernardes explicou que a escola exigia a participação de todos os alunos como parte obrigatória da grade curricular. Apesar dessa obrigatoriedade, a apresentadora ressaltou que as apresentações eram encantadoras e a emocionavam profundamente.
O afeto materno transbordava a ponto de gerar curiosidade nas próprias crianças. Como a mãe relatou no vídeo, os filhos chegavam a questionar a intensidade daquela emoção com a seguinte frase: “Mãe, por que que você chora? Você era a mãe que mais chorava”. Esse tipo de reação genuína evidencia o fenômeno do apego familiar que pais sentem ao observar o esforço dos filhos.
No meio desse bate-papo, Beatriz Bonemer deu a sua própria versão sobre essas apresentações de escola. Com bastante bom humor, Bia confessou que gosta muito de cantar, mas admitiu que o desempenho geral do grupo musical da turma não agradava quem assistia. Ela insinuou que a emoção intensa de sua mãe talvez surgisse como uma reação desesperada ao talento questionável dos alunos.
Ao dizer que ninguém no coral cantava e que achava o espetáculo muito ruim, Bia provocou risadas no estúdio, mas Fátima Bernardes fez questão de interromper a brincadeira na mesma hora. Imediatamente, a jornalista negou a teoria da filha de que as lágrimas demonstravam desgosto e esclareceu o verdadeiro motivo do choro com uma declaração comovente: “Não, não é nada disso. Eu chorava porque era o último”. Essa revelação tocou a todos, ilustrando o sentimento de encerramento de ciclos que afeta as mães quando os filhos concluem fases marcantes da vida.
A conversa ganhou ainda mais força quando Angélica decidiu participar da brincadeira, elogiando as diversas habilidades de Bia Bonemer. Impressionada com a desenvoltura da jovem, a esposa de Luciano Huck sugeriu uma parceria inusitada: “Ela fala bem, argumenta bem, dança e canta, tá apresentando, que loucura isso, Fátima, vamos botar ela com a Eva! Eu vou assessorar a Eva”.
Para quem não conhece, Eva é a filha caçula de Angélica, que frequentemente demonstra muito interesse pelo mundo artístico nas suas redes sociais. Diante desse clima de amizade e cumplicidade, Fátima Bernardes aproveitou para direcionar a conversa para uma reflexão profunda.
A jornalista perguntou para a amiga sobre a complexidade de ver os filhos se tornando adultos com as exatas palavras: “Ô Angélica, agora me fala uma coisa: como é perceber que os filhos estão crescendo e que a gente não tá mais naquele lugar de quando eles são pequenos, que a gente é assim Deus no céu e a gente na terra? Difícil, né? Não é? Ai, você viveu isso, vive isso”.
Essa pergunta final mostra exatamente como o amadurecimento familiar traz desafios. Quando questionou como é perceber que a fase da infância ficou para trás, Fátima Bernardes tocou em um dilema universal. O chamado “ninho vazio”, um termo psicológico que profissionais de saúde usam para descrever o sentimento de tristeza que os pais vivenciam quando os filhos crescem e se tornam independentes, marcou a fala das duas convidadas.
Angélica concordou imediatamente que essa transição dói e machuca um pouco o coração. Todo o trecho transcrito revela um lado humano e vulnerável de figuras públicas que, longe dos holofotes, experimentam as mesmas angústias de qualquer família brasileira.
Afinal, a história de Fátima Bernardes se confunde perfeitamente com a vida de milhões de mães reais que apoiam incondicionalmente o caminho de seus herdeiros pelo mundo afora.
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