Banco Central confirma fechamento de 7.625 agências do Bradesco, Itaú e mais por esse motivo

Dados do Banco Central mostram que milhares de agências físicas do Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e mais foram fechadas nos últimos anos

18/05/2026 às 14:53 · Tempo de leitura: 7 minutos

Banco Central, logo Bradesco e Itaú (Fotos: Reproduções / Globo / Internet)

Banco Central revelou o número de agências físicas fechadas em 2025

O sistema bancário vem passando por uma transformação histórica. Dados do Banco Central mostram que milhares de agências físicas foram fechadas nos últimos anos.

A redução atingiu gigantes como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander, Caixa e outros.

Nesta matéria, você saberá:

  • Quantas agências bancárias fecharam em 2025
  • Quais bancos encerraram unidades
  • O motivo por trás da redução

Número de agências caiu quase 33%, segundo o Banco Central

O Brasil registrou o maior número de agências bancárias em março de 2015, quando o país contava com 23.154 unidades, segundo informações do portal Valor Econômico.

Desde estão, esse número vem diminuindo ano após anos.

Segundo dados do Banco Central, referentes ao mês de setembro de 2025, o país possuía 15.529 agências.

Isso representa o fechamento de 7.625 unidades em comparação ao pico registrado em 2015, uma queda de aproximadamente 32,9%.

Segundo o portal Valor Econômico, a principal razão para esse mudança é o crescimento acelerado dos serviços digitais, tendência que ganhou ainda mais força na pandemia da Covid-19.

Banco Central (Foto: Reprodução)

Bradesco e Itaú lideram fechamentos

Entre os grandes bancos brasileiros, o Bradesco foi o que mais reduziu sua presença física no período analisado.

Veja quantas agências cada instituição fechou entre 2015 e 2025:

  • Bradesco: 2.550 agências encerradas
  • Itaú: 2.198 agências encerradas
  • Banco do Brasil: 1.557 agências encerradas
  • Santander 624 agências encerradas
  • Caixa: 189 agências encerradas
Logo do Bradesco e pessoas em dúvida – Foto Reprodução Internet

Bancos apostam cada vez mais no digital

Com mais clientes utilizando aplicativos e internet bankig, os bancos passaram a investir menos em estruturas físicas tradicionais.

Além de reduzir custos operacionais, a estratégia busca adptar os serviços aos novos hábitos dos consumidores, que atualmente preferem resolver questões financeiras pelo celular.

Muitas agências fechadas também foram substituídas pelos chamados postos de atendimento (PAs), unidade mais ampla e baratas de manter.

Os postos de atendimento funcionam como extensões de uma agência principal, mas oferecem menos serviços.

Essas unidades, normalmente, não realizam operações como câmbio, tesouraria, atendimento para investimentos completos, movimentação intensa de dinheiro em espécie.

Apesar do número de fechamentos de agências tradicionais, o número de PAs cresceu no país. Em 2025, eram 11.527 postos de atendimento.

Posicionamento do Bradesco

Em 2025, durante uma teleconferência de resultados, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que o banco fechou cerca de 1,6 mil pontos físicos de atendimento em 12 meses.

Segundo Marcelo, o número ficou acima da meta inicial. Nesse ano, a estimativa de fechamentos é de mil unidades.

O executivo afirmou que a chamada “revisão do footprint” é uma estratégia importante para aumentar a eficiência operacional do banco.

Posicionamento Santander

Já o CEO do Santander, Mario Leão, declarou que a redução de agências não ocorre apenas para cortar despesas.

Segundo o profissional, o principal objetivo é adequar a infraestrutura física as novas necessidades dos clientes.

“Vamos seguir com a agenda de eficiência e isso, eventualmente, deriva para a redução de processos, agências, pessoas”, disse Mario.

Logo Santander (Reprodução/Internet)

Banco do Brasil

Tarciana Medeiros, SEO do Banco do Brasil, afirmou que a instituição não fechou agências entre 2024 e 2025.

Durante um evento, a profissional destacou a importância da presença física para parte dos brasileiros.

“Nós queremos uma inovação que inclua a todos. Somos o único banco que não fechou nenhum ponto de atendimento. A rede física precisa se transformar, mas ela tem que existir, porque o brasileiro gosta de ir na casa da gente, gosta de ir na agência”, disse Tarciana.

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