Feminista, Fernanda Gentil revela reação ao saber do salário de Felipe Andreoli, seu colega de apresentação
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Gentil e Andreoli. Foto - divulgação/Globo.
Gentil e Andreoli. Foto – divulgação/Globo.
Lésbica e feminista, Fernanda Gentil, que comanda o Globo Esporte ao lado de Felipe Andreoli, ex-CQC, disse qual foi a sua reação ao saber do salário do colega, que está há menos tempo que ela na Globo.
“Não posso falar dos outros cargos ou de outros tempos, mas eu e o Felipe [Andreoli] ganhamos igual. Cada centavo. Quando soube, não comemorei porque é o básico, não tem como ser diferente, mas por um minuto pensei: ‘Beleza, novos tempos'”, disse a loira ao Uol.
Ainda sobre o machismo no esporte, ela contou: “Passei [por situações de preconceito] quando era repórter de campo, que é muito pior do que quem está em um estúdio. Quando você está no gramado e o time está perdendo é piranha. Quando o time está ganhando é gostosa”.
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Sobre o seu choro, ao vivo, depois da surra do Brasil contra a Alemanha na última Copa (o famoso 7×1), Fernanda contou: “Não era para eu entrar e a Fátima chamou; ‘Espera aí que a Fernanda está chorando’ e aí desabei”.
E acrescentou: “Passaram um vídeo de crianças chorando na torcida. Vi aquilo longe de casa e do meu filho. Misturou o conceito da Copa com o que estávamos passando no Brasil, o movimento do gigante acordando, todo mundo cantando o hino a plenos pulmões nos estádios. Tudo veio na minha cabeça, mas a Copa acabou da pior maneira possível e todos voltaram para as suas tristezas”, conta.
Sobre a Copa deste ano, Fernanda avaliou: “A expectativa é maior porque já se sabe o que eu posso entregar. Mais do que provar para os outros, quero para provar para mim mesma. Principalmente porque é uma Copa do Mundo muito longe de casa. Fiz a da África do Sul, em 2010, mas era solteira, sem filho e estava ali para aquilo. Em 2014, era no Brasil, até o cachorro foi me visitar. Na Rússia, também vai ter o desafio pessoal de estar longe de todo mundo”.
Sobre se acredita se o Brasil vira hexa em 2018, ela refletiu: “Dá até medo de falar! Saímos de um trauma e, se me perguntassem lá atrás, depois daquele 7×1, se na Copa seguinte a gente estaria nessa situação, ninguém acreditaria. Mas trocou o técnico, o time, deu liga, deu química, viramos o jogo, nos classificamos com uma rodada de antecedência. Neymar se machucou, se recuperou, está zerado. Estou muito confiante”.
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