Filho de Marcelo Rezende posta texto inédito do pai lido em sua missa de 7° dia
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Filho de Marcelo Rezende posta texto inédito do pai lido em sua missa de 7° dia
Diego com o pai em foto antiga. Foto – reprodução/Insta.
Diego Esteves, filho de Marcelo Rezende, publicou na noite desta terça-feira um texto inédito de seu pai, que foi lido na missa de sétimo dia de sua morte.
“Texto inédito do meu pai @marcelorezende.oficial que lemos com as minhas irmãs na Missa do Sétimo Dia: ‘Quando pequeno meu sonho era comer ‘a comida do avião’. Morávamos – meus pais e meu irmao de criacão – numa escola do antigo SAM – Servico de Assistência ao Menor, a Febem da época'”, iniciou Diego.
E acrescentou: “Meu pai Jaures conseguira um emprego. Finalmente. E nós ganhamos o direito de ocupar uma pequena casa dentro da Escola Granja, um reformatório para meninos endiabrados na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Eu incluído nessa leva. A escola ficava às margens do aeroporto internacional do Galeão, hoje Aeroporto Tom Jobim”.
+ Marcelo Rezende realizou grande sonho de sua vida semanas antes de sua morte
“A cada instante aviões passavam sobre nossas cabecas – bem baixinho e com seu ronco assustador para um moleque de seis, sete anos. Minha mãe Áurea, por coincidência, trabalhava como funcionária administrativa da Aeronáutica em outro aeroporto, o até hoje Santos Dumont, no centro do Rio. Eu perguntava: ‘Mãe, no avião se come? Que que come lá?’ Minha mãe não sabia responder – jamais subira num avião. Não havia dinheiro para isso. E inventava histórias. Até que um dia ela me trouxe uma bandeja com a ‘comida de avião'”, prosseguiu o filho de Marcelo.
E seguiu: “Que decepção. A comida de minha mãe era milhões de vezes melhor. Mudei a pergunta: ‘Mãe, avião leva a gente prá onde?’. Você acabou de pensar que eu era abestalhado, certo? Eu tinha seis anos, mais de cinco décadas atrás. Deu para entender? Minha mãe sei lá o que disse. Mas a vida me traria a resposta. Doze anos depois eu começaria a ser jornalista e, rapidinho, rapidinho, entrei num avião. Para sempre. Num só ano fiz 54 viagens internacionais – uma por semana. Meu recorde. Mas só aos 30 e pouco anos de vida tive dinheiro para entrar num avião ‘à passeio’. Era minha nova moda. Já rodei todos os continentes – se bem que Argentina, Holanda e Franca são alguns dos roteiros que mais faço”.
E finalizou: “Um filho em cada canto. E agora uma se foi para Nova Zelândia – dezesseis horas num avião. Perdi tempo com a tal pergunta para a minha mãe. E antes que você me faça alguma pergunta, vou dizer logo: nós – você e eu – vamos viajar muito a partir de agora”.
Diego concluiu declarando: “Boa viagem meu pai”.
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