Fim da escala 6x1? Lula traz nova atualização hoje (14) sobre lei trabalhista

Luiz Inácio Lula da Silva e ilustração trabalhadores (Fotos: Reproduções / Globo / Canva)
Lula deve encontrar Hugo Motta para discutir o fim da escala 6×1
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (14). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente da Câmera, Hugo Motta, para analisar os próximos passos do projeto.
Nesta matéria, você saberá:
- Projeto de Lei sobre o fim da escala 6×1
- Governo de Lula é favorável a mudança
Governo avança com proposta para mudar jornada de trabalho
O presidente Lula confirmou que o projeto será oficialmente apresentado nos próximos dias.
A iniciativa tem como objetivo principal reduzir a carga de trabalho e ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores.
Durante um evento no Palácio do Planalto, Lula destacou a necessidade de atualização das regras trabalhistas.
“A questão da jornada de trabalho, não tem mais sentido com o avanço tecnológico que o mundo teve a gente ainda só tem um dia para descansar no final de semana”, disse Lula durante o evento.
A declaração reforça o posicionamento do governo de que o modelo atual já não acompanha a realidade moderna.

Articulação política sobre escala 6×1
O texto da proposta já está finalizado, segundo o ministro Guilherme Boulos, que atua diretamente na articulação do tema.
De acordo com Boulos, o envio do projeto depende apenas do alinhamento final entre Lula e Hugo Motta.
“Tema está pacificado no governo. Tem a decisão do presidente. Os ministros podem ter sua opinião, líder de governo pode ter sua opinião. Há uma definição, quem teve voto para isso é o presidente. Presidente Lula tomou e anunciou a decisão de que vai mandar o projeto de lei com regime de urgência”, disse Boulos.
De acordo com Boulos, o governo defende três mudanças nas regras trabalhistas:
- Fim da escala 6×1 e implementação da 5×2, com dois dias de descanso semanais
- Jornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo
As propostas também determinam que não haverá redução salarial.

Análise dos projetos
Caso o regime de urgência seja confirmado, a Câmera e o Senado são obrigados a analisar a proposta antes de outros pautas, o que acelera a tramitação, segundo informações do portal G1.
No começo do ano, Motta determinou que sejam analisadas juntas uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que acaba com a escala 6×1 e outra apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
