Banco Central soltou um decreto confirmando o fim de cédulas tradicionais do Real no Brasil. A medida aconteceu após 30 anos

O Banco Central tem a função de gerir a política econômica, ou seja, garantir a estabilidade e o poder de compra da moeda de cada país e do sistema financeiro como um todo.

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Isso porque a autarquia federal surpreendeu ao tomar uma importante decisão a respeito do fim da circulação de células populares. A decisão, entretanto, tem uma forte explicação.

Segundo o Banco Central, o objetivo principal desta ação consiste na modernização do meio circulante e na retirada de papel-moeda que apresenta avançado estado de deterioração física.

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Na instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União em julho de 2024, o Banco Central determinou a retirada de circulação da primeira geração de cédulas da família real.

Embora a medida marque o fim de um ciclo de 30 anos, a autoridade monetária esclarece que o dinheiro mantém seu valor legal e pode ser utilizado normalmente.

Aliás, as notas da primeira família representem atualmente uma pequena parcela do dinheiro em mãos dos brasileiros. Mas, o desgaste natural dificulta a verificação de elementos de segurança.

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Motivações para a substituição

A decisão baseia-se na necessidade logística de manter a qualidade do dinheiro em circulação no território nacional. Visto que as notas antigas possuem mais de três décadas de história. Além disso, muitas apresentam avarias que comprometem a identificação de marcas d’água e outros itens de autenticidade.

Além disso, a convivência de dois padrões distintos de cédulas gera custos adicionais de processamento para o sistema financeiro e para o comércio automatizado. A padronização facilita a operação de caixas eletrônicos e máquinas de venda, garantindo maior agilidade nas transações em espécie.

Como funciona o processo de recolhimento

Os bancos comerciais executam o recolhimento de forma passiva e gradual, sem necessidade de campanhas de troca em massa. Assim que um cliente utiliza uma nota da primeira família para pagar uma conta ou realizar um depósito, a instituição financeira separa essa cédula.

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Desse modo, o banco envia o numerário antigo para o Banco Central, que providencia a destruição segura e a substituição por notas novas da segunda família. O cidadão comum não precisa ir à agência especificamente para trocar o dinheiro, pois o fluxo ocorre naturalmente durante o uso cotidiano.

Notas afetadas

A orientação do BC é que os bancos recolham as cédulas antigas para que sejam substituídas por novas. As notas em questão acabaram sendo produzidas em 1994, junto com o Plano Real.

São as de R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Apesar da medida, as notas antigas não perdem validade e podem continuar sendo utilizadas normalmente.

O lançamento das notas de real aconteceu no dia 1º de julho de 1994. Foram lançadas as cédulas de R$ 1 (que deixou de ser produzida em 2005), R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50, e R$ 100.

Já a segunda família do real, as novas notas, começaram a circular em 2010, com os valores de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, foi a vez das novas notas de R$ 10 e R$ 20. Em 2013, de R$ 2 e R$ 5.

Vale lembrar que mais recente das notas de real acabou sendo lançada em setembro de 2020, é a de R$ 200, que traz a imagem do lobo-guará. Aliás, essa atualização de ‘catálogo’ é bastante comum.

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