Uma grande rede varejista com 265 unidades fechadas teve falência decretada duas vezes no Brasil. Descubra qual empresa é e o que aconteceu
Pouca gente lembra, mas uma gigante do varejo brasileiro já dominou ruas comerciais de norte a sul do país. Com vitrines cheias, crediário facilitado e produtos que faziam sucesso dentro das casas, essa rede varejista marcou época e conquistou milhões de clientes.
O crescimento foi tão forte que, em seu auge, a empresa acumulou nada menos que 265 lojas espalhadas pelo Brasil. Era presença certa em cidades grandes e médias, sempre com foco em eletrodomésticos e eletrônicos, que estavam cada vez mais presentes no dia a dia das famílias.
Mas o que parecia um império sólido acabou enfrentando uma virada difícil. A rede varejista que teve a falência decretada duas vezes no Brasil foi a Lojas Arapuã, um nome que já foi sinônimo de facilidade na hora de comprar. A seguir, veja tudo sobre o fim dessa gigante.
Crescimento rápido da rede
De acordo com a Wikipédia, a história das Lojas Arapuã começou no interior de São Paulo, com um empresário que soube enxergar oportunidades mesmo em momentos difíceis. No início, a loja vendia tecidos, mas logo mudou o rumo ao perceber que o futuro estava nos eletrodomésticos.

A aposta deu certo. A varejista inovou ao oferecer crediário, algo que facilitava a compra para quem não tinha dinheiro à vista. Isso abriu portas para um público enorme e ajudou a impulsionar o crescimento da empresa.
Com o tempo, a rede se expandiu rapidamente. Entre as décadas de 1960 e 1970, abriu dezenas de lojas e aproveitou momentos econômicos favoráveis para crescer ainda mais. Chegou a liderar o mercado em seu segmento.
O que levou à crise das Lojas Arapuã?
Mesmo com todo o sucesso, a varejista começou a enfrentar problemas quando o cenário econômico mudou. O aumento dos juros e a dificuldade dos clientes em pagar as parcelas fizeram crescer a inadimplência.
Ao mesmo tempo, a empresa acumulou dívidas altas. Com muitas vendas a prazo e pouca entrada de dinheiro, o caixa ficou comprometido. Em 1998, a situação ficou crítica e a empresa entrou com pedido de concordata, uma tentativa de reorganizar as dívidas e evitar o pior.

A história da Lojas Arapuã ficou ainda mais marcante por um motivo raro no varejo: a falência foi decretada duas vezes.
A primeira decisão veio em 2002, quando a Justiça entendeu que a empresa não conseguiu cumprir o acordo feito com os credores. Mesmo assim, a rede ainda tentou reverter a situação e continuar funcionando.
Anos depois, em 2009, o caso voltou à Justiça. E, em 2020, o Superior Tribunal de Justiça confirmou de vez a falência da varejista, encerrando qualquer chance de recuperação. Foi a segunda decretação, algo incomum e que chamou atenção no país.
Depois do fim da Lojas Arapuã, a marca praticamente desapareceu das grandes redes de varejo. Parte dos bens foi usada para pagar dívidas, e o nome ainda chegou a ser cogitado para leilão. A família ligada à empresa seguiu com outros negócios, mas longe do impacto que a varejista teve no passado.

Falência x Recuperação Judicial: Qual a diferença?
De acordo com o portal ‘Vem Pra Dome’, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento. No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa.
Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação e o negócio acaba fechando as portas. A recuperação judicial visa manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na outra, ocorre o encerramento, sendo considerado irrecuperável.
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