Quebra-pau entre donos e venda à rival: O fim de banco nº1 de Belo Horizonte, em MG, e choro de correntistas

Em Belo Horizonte, a importante companhia financeira havia conseguido expandir na América Latina, até fechar as portas.

12/04/2025 às 18:16 · Tempo de leitura: 4 minutos

Banco fechou as portas (Foto: Divulgação)

Houve uma sequência de problemas após a morte do fundador, até que a instituição fosse totalmente desintegrada

Em Belo Horizonte, uma importante companhia financeira conseguiu expandir seus negócios e se consagrar como uma das maiores do país. No entanto, depois do falecimento do dono, a gestão enfrentou uma forte crise.

Fundado em 1925, o Banco da Lavoura de Minas Gerais, que levava o mesmo nome do estado, era administrado por Clemente Faria e José Bernardino Alves Junior, os responsáveis por sua criação.

José Bernardino era jurista e, por duas vezes, assumiu o posto de secretário de finanças do Governo Estadual, o que contribuiu para o sucesso da marca. Junto com os serviços de Clemente, que foi essencial para a expansão, os serviços da instituição chegaram a São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras cidades com influência econômica.

Segundo a Biblioteca IBGE, o Banco Lavoura de Minas Gerais chegou a se tornar o maior da América Latina. Mas, após a morte de Clemente Faria, a situação passou a mudar, até a total extinção da empresa.

Um dos prédios do extinto Banco da Lavoura de Minas Gerais, em Belo Horizonte (Foto: Reprodução)

Afinal, o que aconteceu?

Após a morte de Clemente Faria, o fundador do Banco da Lavoura de Minas Gerais, um de seus amigos pessoais e maior acionista individual da época, Miguel Mauricio da Rocha, transferiu suas ações para os herdeiros do falecido, Aloísio e Gilberto Faria, em 1953. Essa transferência deu início a uma nova Era.

Na década de 1970, uma grande disputa entre os irmãos Farias levou a uma divisão significativa no grupo. Essa briga resultou na separação do Banco da Lavoura de Minas Gerais em dois bancos distintos.

Aloísio Faria fundou o Banco Real, que posteriormente foi vendido para o Santander. Já Gilberto Faria lançou o Banco Bandeirantes, que também passou por mudanças significativas ao longo dos anos, sendo adquirido e incorporado ao atual Itaú, que hoje segue como um dos maiores do país.

Banco famoso, fundado em Belo Horizonte, fechou as portas, após briga de herdeiro (Foto: Divulgação)

Conclusão

  • Em resumo, o Banco da Lavoura de Minas Gerais encerrou as atividades, na década de 70;
  • A instituição já esteve entre as maiores da América Latina, mas enfrentou problemas na gestão;
  • Após a morte de um dos fundadores, os herdeiros se desentenderam sobre o futuro da empresa.

+ Contudo, relembre outras empresas que também encerraram as atividades no Brasil!

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