Transmissores lacrados, dívidas e polícia na porta: O fim de emissora rival da Globo, arrancada do ar

Emissora perdeu a concessão para seguir no ar (Foto: Divulgação)
Pioneiro no mercado midiático, o canal enfrentou problemas financeiros e não resistiu
Responsável pela estreia da TV no Brasil, uma famosa emissora chegou a ser maior do que a Globo no país. Foi uma história promissora e revolucionária, até a chegada de uma crise irreversível.
Lamentavelmente, há 44 anos, a Rede Tupi saía do ar, depois de marcar época com a criação de atrações como Direito de Nascer, Repórter Esso e Silvio Santos. O grupo foi pioneiro na mídia brasileira.
Fundado por Assis Chateaubriand, na década de 50, o canal trouxe clássicos como o Sítio do Pica-Pau Amarelo, Mazzaropi, entre outras atrações que atravessaram gerações. Hoje, eles seguem na memória.

Segundo o Estadão, uma mudança na administração fez com que a Rede Tupi perdesse a força. Isso porque, após a morte do fundador, em 1968, a emissora passou a enfrentar problemas financeiros.
Já nos anos 80, milhares de dívidas estavam acumuladas, fazendo com que o Governo Federal proibisse a concessão para seguir no ar. Foram processos, manifestações e demissões de boa parte dos funcionários.
Em julho de 1980, a sede de São Paulo teve os transmissores lacrados por engenheiros do Departamento Nacional e a Polícia Federal. O mesmo aconteceu em outros estados, dando um lamentável fim ao grupo.
Os colaboradores, aos prantos, tentaram impedir o fechamento, mas já era tarde demais. Desde então, a companhia de mídia, que durou quase três décadas, virou apenas lembrança ao público mais velho.

O que está acontecendo com a Globo?
Contrariando os rumores, a emissora segue intacta. Apesar das mudanças, a empresa da família Marinho tem um faturamento inalcançável às outras concorrentes. Na verdade, as recentes demissões e cortes de contratos são pensando no orçamento a longo prazo e no atual mercado de televisão.