Funcionários se recusaram a trabalhar, após não aceitarem proposta da PLR, a Participação nos Lucros e Resultados
Com sede na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná, a fábrica da Renault foi oficialmente paralisada. Metalúrgicos se recusam a seguir com as funções, até que haja um novo acordo sobre um pagamento que está previsto.
O espaço é responsável pela produção de 800 veículos da marca por dia. Porém, diante da atual situação, as fabricações estão temporariamente interrompidas, enquanto a situação não for resolvida junto com a direção da companhia.

Segundo o Uol Carros, os funcionários paralisaram o trabalho após não aceitarem a proposta da empresa para a Participação nos Lucros e Resultados deste ano. Em nota oficial, a Renault declarou ter sido pega de surpresa com o protesto.
Contudo, a montadora declarou estar aberta para dialogar com os metalúrgicos. Antes, a asserção era de pagar a primeira parcela da PLR, avaliada em R$ 18 mil, até o dia 10 de maio. Já a segunda, de R$ 7 mil, seria negociada com o sindicato.
Porém, os colaboradores pedem a Participação nos Lucros e Resultados já no valor total, além da data base e um aumento nos salários. Agora, a companhia deu início ao processo de dissídio coletivo para poder fazer as negociações e dar fim à paralisação.

O que diz a Renault sobre paralisação?
Em um comunicado, a empresa francesa manifestou sua posição e pontuou que espera retomar as atividades o quanto antes. “A paralisação foi recebida com surpresa, visto que as negociações para a renovação do PLR estavam em andamento”, disse.
Houve também críticas à outra parte. “Já havia datas pré-acordadas com o Sindicato para discussão dos demais itens do Acordo Coletivo de Trabalho. Além de não ter sido respeitado o prazo legal para aviso de greve”, acrescentou a companhia na nota divulgada.
