O fim de uma era impacta shoppings em todo o Brasil e atinge diretamente o Jockey Plaza e o principal centro comercial de Curitiba
Os shoppings brasileiros enfrentam uma transformação que redefine a experiência dos consumidores e impacta até os centros mais populares, como o Jockey Plaza e o líder de público em Curitiba.
O modelo tradicional, que por anos atraiu multidões com lojas, praças de alimentação e entretenimento, passa por mudanças impulsionadas pelo avanço do comércio digital e pelas novas preferências do público.
O TV Foco, a partir do seu time de especialistas e das informações do site Futuro Logista, detalha agora como os “Dead malls” estão acabado com os shoppings.
Shoppings afetados
O fenômeno dos “dead malls”, ou shoppings mortos, tem ganhado destaque no cenário brasileiro nos últimos anos.

Esse termo refere-se a centros comerciais que enfrentam declínio acentuado em sua movimentação, resultando em lojas fechadas e espaços ociosos.
Contudo, no Brasil, diversos fatores têm contribuído para essa realidade, afetando tanto lojistas quanto consumidores.
“Dead malls”
Em agosto de 2023, um levantamento do Bank of America revelou o fechamento de 127 lojas em shoppings brasileiros.
Marcas conhecidas, como Polishop, Ponto e Imaginarium, foram as mais impactadas. A Polishop, por exemplo, encerrou 22 unidades até aquele mês, refletindo desafios enfrentados por empresas com altos níveis de endividamento.

A pandemia de COVID-19 intensificou essa tendência. Entre março e julho de 2020, os shoppings registraram uma queda de 67% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
Mesmo com a reabertura gradual, muitos lojistas enfrentaram movimento fraco, levando alguns a operar com o caixa zerado por dias.
Grande crise
Além disso, a crise econômica afetou diretamente o setor varejista. Empresas como a Marisa fecharam mais de 80 lojas até julho de 2023, buscando reestruturação e renegociação de dívidas.
Contudo, a Tok&Stok, por sua vez, encerrou 11 unidades e buscou investimentos para evitar a falência.

O impacto dos “dead malls” no Brasil pode ser observado em diversos aspectos:
- Desemprego: Com o fechamento de lojas, há aumento no número de desempregados no setor varejista.
- Economia local: Shoppings que antes eram polos de desenvolvimento passam a contribuir menos para a economia regional.
- Infraestrutura urbana: Espaços ociosos podem se deteriorar, afetando a paisagem urbana e a segurança.
Além disso, em setembro de 2024, a Brookfield Asset Management anunciou sua saída do setor de shoppings no Brasil.
A empresa canadense planejou vender suas participações majoritárias nos shoppings Pátio Paulista e Pátio Higienópolis, em São Paulo, após já ter vendido sua participação no Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro.
Contudo, essas vendas, estimadas em cerca de 3 bilhões de reais, refletem uma mudança de foco para investimentos em escritórios corporativos, parques logísticos e apartamentos para locação no país.
Por fim, essa situação tem afetado grande centros de compras como o Jockey Plaza e até mesmo o Shopping Pátio Batel, considerado pelo Tripadvisor, como o melhor Shopping de Curitiba.
Qual é o maior shopping do Brasil?
O Shopping Aricanduva, localizado na Zona Leste de São Paulo, é o maior centro comercial do Brasil e da América Latina, com uma Área Bruta Locável (ABL) de 263.271 metros quadrados.
Inaugurado em 1991, o complexo abriga mais de 500 lojas, três praças de alimentação. Além de um hipermercado e 13 salas de cinema, além de oferecer estacionamento gratuito com quase 15.000 vagas.
CONCLUSÃO
Por fim, os “dead malls” representam um desafio significativo para o setor de shoppings no Brasil.
Além disso, fatores como a crise econômica, mudanças nos hábitos de consumo e a pandemia contribuíram para o declínio de diversos centros comerciais.
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