A deputada Flordelis, que se supostamente se envolveu em um crime de homicídio em 2019, acaba de ser cassada

Nessa quarta-feira (11), o plenário da Câmara decidiu cassar o mandato da deputada federal Flordelis, acusada de participar do assassinado do marido em 2019. A decisão foi tomada por 437 votos a favor, 7 contrários e 12 abstenções.

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O pastor foi morto com mais de 30 tiros, e o laudo do cadáver aponta uma concentração de tiros na região pélvica da vítima – o que, de acordo com a polícia, indicaria que Flordelis poderia ter participado ativamente da morte do marido.

A deputada nega que teve qualquer tipo de culpa na morte do marido, e chegou a entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar impedir a votação de cassação de seu mantado. No entanto, o pedido foi negado pela ministra Cármen Lúcia.

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O relator do processo no Conselho de Ética da Câmara, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), alegou que Flordelis nunca apresentou qualquer contraprova que pudesse contestar todos os indícios apontados pelo Conselho de Ética e pelo Ministério Público, que a condena. Alexandre votou a favor da cassação.

Flordelis teve direito a se defender. No discurso, a deputada apelou para os colegas de Câmara, reafirmando que é inocente. A deputada ainda acusou o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), de não a ouvir: “Sejam justos, não me cassem”, implorou a parlamentar.

FLORDELIS PODE SER PRESA A QUALQUER MOMENTO

A partir de agora, com a cassação, Flordelis perde a chamada imunidade parlamentar, que impedia sua prisão preventiva. Por isso, corre o risco de ser presa a qualquer momento.

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Antes, por causa da prerrogativa, a deputada só podia ser presa em caso de flagrante de crime inafiançável. Desde a decisão recente, o juiz responsável pelo caso da morte de Anderson do Carmo, não se pronunciou se pretende expedir o pedido de prisão ou não.

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