
(Foto: Divulgação/Carol Gherardi/Band)
Nesta última terça-feira (20), a Band estreou o “MasterChef Júnior”, versão infantil do famoso reality culinário. E a atração já entrou no ar mostrando características bem diferentes da adulta.
A principal mudança ocorreu com os jurados, que continuam os mesmos da versão principal (Erick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça), mas com uma postura diferente. A emissora já havia adiantado que por se tratar de crianças, a “pegada” do novo reality seria mais leve, e de fato foi. A rispidez e a “cara fechada” de Jacquin e Fogaça deram lugar a expressões mais sorridentes e um comportamento brincalhão. Quando os participantes mirins se perdiam durante a receita e a choradeira rolava solta, alguns davam “apoio emocional” e chegavam até a ajudar no preparo da receita. Outro detalhe que chamou a atenção na nova posição dos jurados, foi o momento da degustação inicial dos pratos. Logo de cara, os chefs elogiaram de maneira aberta os pratos que gostaram, e os que não foram tão bem, tiveram críticas reduzidas ao máximo. O fato é curioso, já que na versão adulta do reality, os jurados evitam fazer elogios antes da “sentença final” e não economizam nas críticas.

Paola consola eliminada
A cada eliminação (seis – muitas por sinal), Jacquin, Fogaça e Carosella consolavam os participantes de maneira mais intensa, destacando que “o que vale é a participação e o aprendizado”. A chef, aliás, que já se emocionava nas eliminações dos participantes adultos, quase não conteve as lágrimas a cada anúncio de saída das crianças.
Já a apresentadora Ana Paula Padrão, assumiu uma nova função no programa: a de psicóloga infantil. Além de comandar o programa, tinha a preocupação de orientar, acalmar e dar força para as crianças a todo instante.
Sobre os participantes em si, notou-se um alto nível na preparação dos pratos, muitos complexos e de patamar profissional, fato que foi destacado pelos jurados. O perfil de cada criança (a ‘bonitinha’, a ‘engraçadinha’, a ‘chatinha’, etc) fez os internautas promoverem uma verdadeira festa nas redes sociais, com comentários dos mais variados tipos, fazendo o programa se destacar mais uma vez no quesito repercussão. Também é curioso o fato de internautas “confundirem” o reality culinário com os de confinamento. Enquanto que os chefs julgam os participantes pelo prato, a maioria dos internautas elogiam e criticam a personalidade de cada um. Isso pôde ser notado na versão adulta e se estendeu para a versão infantil. É evidente que esta questão pode ser encarada como algo natural por motivos óbvios, mas não deixa de ser curiosa.

Fogaça ajuda participante
Um fato que pode ser considerado negativo para o reality, é a duração e o horário. Apesar de ser uma atração protagonizada por crianças, a faixa é pouco propícia para elas, e inadequada até mesmo para os adultos. O “MasterChef Júnior” teve início por volta das 22h45, e chegou ao fim quase 1h00. Se formos somar a duração do programa com o da “Prévia”, são mais de duas horas de “MasterChef” no ar, algo que pode ser considerado exagerado e cansativo para o público. E isso em pleno início de semana.
Assim como a versão adulta, o “MasterChef Júnior” mostrou-se promissor. A estreia registrou alta audiência para a Band, mas mediana se comparada aos índices obtidos pela última temporada da versão principal. Talvez o desgaste do formato possa prejudicar seu rendimento, mas não deixa de ser uma boa alternativa para o telespectador.
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