Maitê Proença em entrevista a Danilo Gentili no SBT (Foto: Gabriel Cardoso/SBT)

Maitê Proença em entrevista a Danilo Gentili no SBT
(Foto: Gabriel Cardoso/SBT)

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Fora da Globo desde o final de 2016, Maitê Proença revelou pedido de Boni e os bastidores de novela onde homens adoravam vê-la sendo maltratada. Também falou sobre como eram as gravações na época em que ainda não existia o Projac (hoje chamado de Estúdios Globo).

Em entrevista a Danilo Gentili no The Noite desta terça-feira (24), a atriz fala sobre os papéis mais marcantes de sua carreira. Ela recorda a professorinha Clotilde, da novela “O Salvador da Pátria”, comentando as diferenças nas gravações daquele tempo: “Era uma época em que não tinha o Projac. Íamos para a locação e ficávamos morando um mês no lugar. Ficávamos muito envolvidos, aquilo era a vida da gente”.

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Maitê também fala de seus personagens mais recentes, como Dona Sinházinha, a sofrida esposa do coronel Jesuíno (José Wilker) no remake de “Gabriela”. “Todo aquele bando de homens no estúdio adorava quando ele [José Wilker] me maltratava. Tinham prazer de ver ele fazendo aquela cafagestada. Ele já entrava no estúdio me pedindo desculpas pelo que ia fazer”, relembra.

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A atriz ainda falou sobre as novelas antigas, onde os protagonistas tinham mais peso na história. “Os personagens centrais eram centrais mesmo. 70% da novela era em cima deles mesmo. Começaram a fazer ‘núcleos’ para pulverizar o peso que ficava em cima deles”, contou

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Maitê também revelou pedido de Boni. “‘Felicidade’ foi uma novela que também foi um marco. Foi um pedido específico do Boni que eu e o Tony [Ramos] fizéssemos essa novela e subiram dez pontos no Ibope. Era mais vista que a novela das oito na época. Ela foi vendida no mundo todo com o nome de Helena, que era o meu personagem”, disse ela, que falou sobre sua fase na Rede Manchete: “‘Dona Beija’ arrancou 40 pontos de Ibope da TV Globo em uma época que não tinha nem controle remoto”.

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