Fusão de shoppings é aprovada e surge novo gigante para o desespero do Iguatemi

Os shoppings, em sua maioria, possuem uma grande capacidade de adaptação e durante anos já fazem parte da rotina dos brasileiros, seja para comprar, lazer ou serviços.

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Segundo Glauco Humai, presidente da Abrasce, o modelo de negócios dos shoppings é dinâmico e um dos pilares da entidade é promover conhecimento e descobrir tendências.

Vale destacar que, mesmo diante da crise do varejo que acompanhamos diariamente, esse modelo continua se reinventando e trazendo novidades surpreendentes.

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Agora, mais uma dessas novidades acaba de chegar como uma verdadeira bomba no setor!

Isso porque, conforme exposto pelo Pequenas Empresas & Grandes Negócios, portal da Globo, dois grandes nomes estão se fundindo de forma colossal e causando desespero em concorrentes como o grande Shopping Iguatemi.

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Quase após seis meses de idas e vindas, a Aliansce Sonae, dona do Shopping Leblon (Rio), e a BRMalls, controladora da NorteShopping (Rio) e Villa-Lobos (SP), anunciaram a aprovação fusão de suas operações.

Juntos, os dois grupos terão valor de mercado de R$ 12 bilhões com 69 shoppings no Brasil e cerca de 13 mil lojas, que recebem aproximadamente 60 milhões de visitantes por mês.

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Fusão mais que poderosa!

Apesar de confirmada, a fusão ainda depende do aval do Cade, que regula a concorrência no Brasil.

Porém, na última quarta-feira (05) a união foi aprovada pela maior parte dos acionistas da BRMalls em asembleia. Era o último passo societário para concretizar o negócio.

Segundo especialistas da área, ambas ganham mais fôlego para competir com a Multiplan, um dos maiores grupos do setor no Brasil, dono do BarraShopping e do VillageMall no Rio, além de shoppings de referência em cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Ribeirão Preto.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Rafael Sales, presidente da Aliansce Sonae, e Ruy Kameyama, da BRMalls, destacaram que os acionistas das duas companhias aprovaram a combinação dos negócios em assembleias gerais extraordinárias na tarde desta quarta-feira.

No mesmo comunicado, ambos os executivos lembraram que a fusão vai gerar “potencial de expandir fronteiras”.

Destacaram ainda que, após aprovado pelo Cade, o negócio “vai permitir investimentos mais robustos para manter os ativos atualizados e o desenvolvimento da estratégia de negócios no ambiente “figital”

Figital nada mais é que a fusão entre o presencial e o e-commerce, que como até já mencionamos é uma condição fundamental para a competitividade e sobrevivência dos negócios a longo prazo*

(Para saber mais sobre esse cenário, clique aqui*)

Para conseguir a aprovação do Cade, as empresas já teriam acertado a venda de seis shoppings, com uma lista de interessados, diz uma pessoa a par das conversa

Segundo Antônio César Carvalho, professor da FGV e sócio da Acomp Consultoria, a fusão deve gerar reflexos no setor de shoppings.

“Serão 69 shoppings sob o comando do mesmo grupo, bem superior em quantidade e faturamento em relação a seus principais concorrentes Multiplan e Iguatemi “

Segundo ele, caso essa fusão seja bem desenvolvida, poderá fazer com que a nova companhia lidere o setor além de obter sinergias e ganhos em larga escala.

Isso sem falar na maior capacidade de investimento.

Porém, se pensar do lado dos lojistas e operadores das antigas gestões, pode ser que os mesmos tenham que enfrentar negociações bem mais complexas.

Como foi a negociação entre a Aliansce Sonae e a BR Malls?

Como mencionamos logo no inicio deste texto, as negociações já vem ocorrendo há quase 6 meses.

No começo de 2024, a Aliansce apresentou proposta para se unir à BRMalls, que recusou inicialmente a proposta.

Após muitas conversas, a BRMalls aceitou a terceira proposta da rival. Segundo especialistas, o negócio vai criar a maior administradora de shoppings da América Latina, com R$ 38,5 bilhões de faturamento.

A operação envolve troca de pagamento em dinheiro e uma relação de troca de ações.

Na negociação, os acionistas da BRMalls vão receber R$ 1,25 bilhão em dinheiro.

Na relação de troca entre as duas companhias, a Aliasnce vai entrar com 326,3 milhões de ações – na proporção de 0,39 ação por papel da BRMalls.

Ainda de acordo com o PEGN, uma demanda da BRMalls chegou até a fazer uma queixa no Cade por conta do apetite da rival.

Enquanto a BRMalls recusava a oferta da rival, a Aliansce Sonae vinha aumentando sua participação na empresa.

Segundo uma fonte exclusiva da PEGN, a Aliansce, com o fundo Canadian Pension Plan (CPP), tinha 10% das ações da BRMalls.