Conheça a história do galã do SBT que foi eleito o homem mais bonito do Brasil e terminou seus dias de forma inesperada; Descubra como ele perdeu a fortuna e como foi a sua partida

A memória da teledramaturgia brasileira guarda capítulos de brilho intenso que, por vezes, terminam em um silêncio inesperado. Entre os rostos que moldaram o imaginário popular nas décadas de 1970 e 1980, o nome do galã Francisco Di Franco, o qual brilhou no SBT, resplandece como um dos maiores ícones de sua geração.

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No entanto, o desfecho de sua trajetória contrasta drasticamente com o glamour de outrora, selando o fim de um homem que já foi aclamado como o mais belo do país.

Inclusive, após perder praticamente toda a sua fortuna, ele acabou morrendo esquecido e pobre, tendo apenas seis pessoas em seu velório.

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O galã Francisco di Franco em seus tempos áureos (Foto: Reprodução/ Internet/ Montagem)
Francisco di Franco (Foto: Reprodução/ Internet/ Montagem)

Com base em informações do portal Wiki e TV História, trazemos abaixo os seguintes temas:

  • O homem mais bonito do Brasil;
  • Sua transição discreta;
  • A fortuna arruinada;
  • Lutando contra o câncer;
  • Um adeus solitário

O homem mais bonito do Brasil!

Francisco Di Franco chegou a atingir o topo de sua popularidade ao dar vida a personagens que exigiam vigor físico e carisma.

Seu papel mais emblemático foi em “Jerônimo, o Herói do Sertão”, produção transmitida pela TV Tupi, que o consolidou como um galã rústico e adorado pelas massas.

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O impacto de sua imagem foi tão grande que, em 1972, ele recebeu o título oficial de“homem mais bonito do Brasil”, honraria que abriu as portas das principais emissoras, incluindo passagens marcantes pela TV Globo e pelo SBT.

Transição discreta:

Diferente de muitos colegas que insistiram em permanecer na mídia a qualquer custo, Francisco optou por uma mudança radical e discreta.

Ele deixou os estúdios de gravação para assumir um cargo como funcionário público na prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

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Essa mudança retirou seu rosto do cotidiano dos telespectadores e o mergulhou em uma rotina comum, longe dos privilégios e da badalação que cercam a vida de um protagonista de TV.

Francisco di Franco e Eva Christian (Foto: Reprodução -Blog Astro sem revista)
Francisco di Franco e Eva Christian (Foto: Reprodução/ Blog Astro sem revista)

Uma fortuna arruinada com o tempo…

Embora tenha construído uma história pessoal com dois casamentos e dois filhos, sua vida privada tornou-se um território de reserva absoluta.

Di Franco não buscou as colunas sociais para relatar novos passos; ele aceitou o destino de um cidadão comum.

Com o passar do tempo e a ausência de novos contratos vultosos, a fortuna acumulada nos anos de glória acabou se dissipando, e o antigo galã passou a viver com rendimentos modestos, incompatíveis com o padrão de vida de outrora.

Lutando contra o câncer

O ator faleceu em abril de 2001, aos 62 anos de idade. A causa da morte foi um câncer de pulmão, doença que enfrentou com a mesma discrição que marcou seus últimos anos de vida.

Longe da exploração midiática e sem o amparo financeiro dos tempos de sucesso, Francisco enfrentou o tratamento de forma reclusa, evidenciando que a saúde e a estabilidade financeira podem ser tão voláteis quanto a própria fama.

Você sabia?

  • Ação sem dublês: No auge do sucesso de Jerônimo, o Herói do Sertão, Francisco Di Franco era conhecido por sua coragem física. Ele fazia questão de realizar a maioria das cenas de luta e galopes arriscados sem o auxílio de dublês, o que reforçava sua autenticidade como o herói rústico que o público amava.
  • O galã da “Boca do Lixo”: Antes e durante sua consagração na TV, ele também foi um dos rostos mais requisitados do cinema paulista, especialmente nas produções da região conhecida como “Boca do Lixo”. Ele trabalhou com diretores lendários como Ozualdo Candeias e Carlos Coimbra, acumulando mais de 15 filmes em seu currículo, o que provava sua versatilidade além das novelas.

Como foi o adeus de Francisco di Franco?

O adeus de Francisco Di Franco nos serve como um lembrete cruel sobre a fragilidade da memória do público e da classe artística.

O esquecimento, somado à sua postura reservada, resultou em um velório marcado pela ausência, uma vez que, conforme citamos acima, apenas seis pessoas compareceram para o último adeus.

No entanto, apesar da despedida solitária, ele será sempre lembrado como um homem que já foi o mais aclamado do país e seu legado permanecerá para sempre na história da teledrataturgia.

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