Calote de R$1M: Gigante n°1 do país tem falência decretada e deixa clientes sem chão ao apontar culpado
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Agência de Turismo brasileira tem falência decretada e donos entregam culpado (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/)
Gigante nº1 do setor de turismo acaba de anunciar o fim das suas atividades, após ter falência decretada e aponta verdadeiro culpado pelas dificuldades financeiras
Uma gigante do setor de turismo acaba de ter a sua falência decretada após uma série de adversidades que abalaram sua estrutura financeira.
A decisão foi tomada pela 4ª Vara Cível de Rondonópolis (216 km de Cuiabá), a qual determinou o fechamento da empresa e a suspensão de processos individuais de cobrança.
Estamos falando da Planejartur Agenciamento de Viagens, fundada em 2016 e responsável por fortalecer o turismo e facilitar viagens a milhares de brasileiros e residentes da região em que atuava.
Sendo assim, a partir de informações do portal Folha Max, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes da situação e os impactos no segmento.
Um golpe fatal
De acordo com o portal mencionado, essa falência foi um golpe fatal para uma organização que, no auge, chegou a faturar R$ 1,6 milhão por mês.
Isso porque, apesar da sua importância, ela acabou encerrando suas atividades com um calote/dívida superior a R$ 1 milhão, por conta de contratos não honrados.
- Vale dizer que a mesma chegou a operar sob o nome de Planejar Viagens e Turismo e obteve um crescimento específico nos primeiros anos de operação.
- A empresa expandiu sua atuação para diversas cidades do interior de Mato Grosso, com filiais em Campo Verde (134 km de Cuiabá) e no Shopping Estação Cuiabá. Em novembro de 2019, a empresa atingiu seu pico de faturamento.
A crise e a lista de culpados
Infelizmente, a crise começou a se instalar a partir de uma sequência de eventos inesperados. Nos autos, a empresa listou uma série de culpados, o que deixou milhares de clientes sem chão.
- O principal fator apontado foi a falência da companhia aérea Avianca, em 2020, que deixou a Planejartur com 140 voos vendidos e eventualmente cancelados; para saber mais sobre a falência da Avianca, clique aqui.*
- Além disso, o impacto devastador da pandemia de Covid-19 no setor de turismo trouxe um cenário financeiro cada vez mais insustentável.
- Por fim, o não cumprimento de contratos e a perda de confiança por parte de clientes e fornecedores agravaram ainda mais a situação.
Recuperação judicial
Ainda em agosto de 2023, diante da gravidade da situação, os donos da Planejartur solicitaram uma recuperação judicial, buscando uma reorganização financeira.
No entanto, o plano não teve sucesso, já que a empresa não conseguiu retomar as suas operações.
Como resultado, em janeiro de 2024, o juiz Renan Carlos Leão, responsável pelo caso, decretou a falência ao afirmar que “não existe atividade empresarial, não há o que se recupere, ficando clara a inviabilidade do soerguimento”.
A partir desse momento, a falência foi oficializada e a organização parou de comercializar seus serviços.
Qual é a prioridade da Planejatur após a falência decretada?
Agora, a prioridade é o pagamento das dívidas dos trabalhadores e tributos federais, em conformidade com as regras previstas para casos de falência.
O fim da Planejartur marca o encerramento de uma trajetória de crescimento que não resistiu às tempestades do mercado e aos desafios imprevistos.
Não foram encontradas manifestações extras por parte da empresa sobre a falência, porém, o espaço permanece em aberto se assim desejar.
Quais são os direitos dos trabalhadores em caso de falência de empresas?
Em caso de falência, o trabalhador tem direito de receber os mesmos benefícios que teria em uma demissão sem justa causa, como salários atrasados, férias vencidas e proporcionais com acréscimo de 1/3, décimo terceiro salário, FGTS, aviso prévio, multa de 40% e seguro-desemprego, conforme o portal Meu Tudo.
Conclusão:
A Planejartur, uma importante agência de viagens, teve sua falência decretada após uma série de crises.
A mesma listou uma série de causas, incluindo a falência da Avianca, a pandemia de Covid-19 e o não cumprimento de contratos.
A empresa, que chegou a faturar R$ 1,6 milhão por mês, deixou dívidas superiores a R$ 1 milhão.
Mas, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.