Jornal da Globo revela que a Anvisa retirou do mercado um produto amplamente usado por mulheres devido a perigo sério à saúde

A recente interdição de uma clínica de bronzeamento artificial no Rio de Janeiro trouxe novamente à tona um risco antigo e conhecido pelas autoridades sanitárias (Anvisa). Segundo divulgado pelo G1 da Globo, a caso envolve a influenciadora Rayane Figliuzzi e uma denúncia grave de queimaduras em uma cliente.

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Porém, embora o episódio seja atual, a proibição desse tipo de equipamento no Brasil existe há anos. Ainda assim, a prática segue ativa em espaços clandestinos e levanta alerta sobre saúde pública e fiscalização.

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Câmaras de bronzeamento (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil abriu 2 inquéritos para apurar as circunstâncias do atendimento e possíveis crimes contra o consumidor. Além disso, agentes da Vigilância Sanitária encontraram irregularidades estruturais e administrativas no local.

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A cliente relatou queimaduras após usar uma câmara de bronzeamento artificial. Por isso, as autoridades determinaram a interdição imediata do espaço e a apreensão dos equipamentos.

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A Anvisa proíbe o uso de câmaras de bronzeamento?

Desde 2009, a Anvisa proíbe o uso de câmaras de bronzeamento artificial com finalidade estética em todo o país. A resolução veta fabricação, importação, comercialização e uso desses aparelhos.

Além disso, segundo a agência, a radiação ultravioleta emitida nesses equipamentos oferece riscos graves e comprovados. Portanto, qualquer funcionamento representa descumprimento direto da norma sanitária.

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Entre os principais motivos da proibição, especialistas destacam o aumento do risco de câncer de pele. Estudos associam a exposição artificial intensa à radiação ultravioleta ao desenvolvimento de melanoma. Além disso, a Anvisa aponta relação com envelhecimento precoce e danos oculares. Por isso, a agência considera o procedimento inseguro em qualquer circunstância estética.

Mesmo com a proibição nacional, clínicas continuam oferecendo o serviço de forma irregular. Algumas tentam se amparar em decisões judiciais isoladas. Outras simplesmente ignoram a legislação. Entretanto, órgãos de fiscalização alertam que nenhuma autorização local se sobrepõe à regra federal. Dessa forma, o funcionamento permanece ilegal.

Autoridades sanitárias também alertam para o efeito cumulativo da radiação ultravioleta. Cada exposição aumenta a chance de mutações no DNA das células da pele. Com o tempo, essas alterações podem evoluir para tumores malignos. Por isso, médicos reforçam que não existe dose segura para fins estéticos.

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Por fim, o episódio envolvendo Rayane Figliuzzi reacende o debate sobre responsabilidade e fiscalização. Casos assim mostram que a proibição não é abstrata nem exagerada. Ao contrário, a regra busca impedir danos concretos à saúde. Enquanto práticas ilegais persistirem, novas vítimas podem surgir, o que exige vigilância constante e denúncia ativa.