Após arrancar âncoras do JN, Globo bate o martelo e novo casal de apresentadores assume o Bom Dia Brasil

Chico Pinheiro no comando do Bom Dia Brasil da Globo (Foto: Reprodução)
Globo modifica toda sua grade do jornalismo e para o país com dança das cadeiras
Em 1996 a TV Globo fazia a sua manobra mais radical ao tirar Cid Moreira e Sérgio Chapellin do Jornal Nacional. William Bonner e Lilian Witte Fibe foram os promovidos na ocasião. Mas, não foi a única.
Em 7 de março de 1996 a TV Globo realizou uma reunião no Central Globo de Jornalismo (CGJ). Comandada por Evandro Carlos de Andrade (1931-2001) e sacramentou que o público precisava de novos jornalistas.
Além disso, a reportagem da época disse que a mudança seria ‘porque, depois de uma avaliação interna, chegou-se à conclusão de que jornalistas transmitem maior credibilidade do que apresentadores ao divulgar os fatos.
Aliás, as mudanças também se deram no Bom Dia Brasil. Na época Pedro Bial foi para o Fantástico e Renato Machado e Leilane Neubarth assumiram o Bom Dia Brasil, que passou a ser feito no Rio. A mudança terminou com Fátima Bernardes no Jornal Hoje e Mônica Waldvogel no Jornal O Globo.
CID MOREIRA COMENTOU SUA SAÍDA
Na mesma época, Cid Moreira, que era renomado no JN, comentou sobre a decisão da Globo de tirá-lo do ar. “Estou satisfeito. Depois de tanto tempo sendo escravo, trabalhando aos sábados, não mereço um refresco? Uma comparação: o Pelé estava em plena forma, como também estou, e se recusou a jogar uma Copa porque queria sair numa boa. E assim comigo. No mundo, tudo se transforma, já dizia Lavoisier”, disse ele.
NOVAS ALOCAÇÕES
Com suas demissões do Jornal Nacional, Sérgio Chapelin e Cid Moreira ganhara novas ocupações. O primeiro foi para o Globo Repórter e ficou até 2019. Mas, o segunda fez sucesso com um quadro no Fantástico e deixou a emissora anos depois.
MEDO DA GLOBO
Com a mudança, a Folha de São Paulo informou que a Globo tinha medo, mas, ‘apesar do receio da rejeição do público ao novo Jornal Nacional, a avaliação da direção da emissora é de que as mudanças são a chance de aumentar a credibilidade do jornalismo global”, disse a reportagem.