Falência de empresa do Rio de Janeiro após 74 anos, deixa dívidas de R$1,2B e fecha 100 lojas, Confirma Jornal da Globo
Após 74 anos de história, a maior empresa do Rio de Janeiro entrou em colapso financeiro. Com dívidas que somam R$1,2 bilhão e o fechamento de 100 lojas, a falência foi confirmada pela Globo, marcando o fim de uma trajetória que, até então, parecia inabalável.
A notícia, que choca o mercado e os consumidores, destaca não apenas a crise econômica enfrentada pela gigante, mas também a fragilidade de empresas que, mesmo com décadas de existência, podem sucumbir a dificuldades financeiras inesperadas.
O TV Foco, a partir do seu time de especialistas e das informações do O GLOBO, detalha agora a falência do Grupo Leader.
Falência do Grupo Leader
As Lojas Leader, tradicional rede de varejo carioca, enfrentam uma crise financeira profunda que culminou na decretação de falência pela Justiça.

A empresa, que já foi um ícone do comércio popular no Rio de Janeiro, acumula dívidas superiores a R$ 1,2 bilhão, envolvendo aluguéis, IPTU, condomínio e verbas trabalhistas não pagas.
Contudo, apesar de ter iniciado um processo de recuperação judicial em 2020, a companhia não conseguiu reverter sua situação, levando o administrador judicial a declarar que a falência seria o desfecho mais adequado para o caso. Além disso, a empresa operava mais de 100 unidades pelo Brasil.
Dificuldades financeiras
Desde 2016, a Leader vem enfrentando dificuldades financeiras, com fechamento de lojas e redução de pessoal.
Contudo, a aquisição da rede paulista Seller em 2013 e a venda para o BTG Pactual não foram suficientes para reverter o quadro.
Porém, o modelo de negócios, centrado em vendas para a classe C em lojas físicas, não se adaptou às mudanças do mercado, especialmente com o crescimento do comércio eletrônico.
Em 2024, a empresa passou por uma nova troca de controle acionário, sendo adquirida por empresários ligados ao Mauá Bank.
Apesar das promessas de reestruturação, a Leader continuou a acumular dívidas e a descumprir acordos judiciais, incluindo o não pagamento de verbas rescisórias de ex-funcionários.
Lojas fechadas
A situação da empresa se agravou com o fechamento de diversas lojas e a redução de sua presença no mercado.

Além disso, em março de 2025, a Leader anunciou uma mega-liquidação em suas redes sociais, gerando especulações sobre o possível fim da marca.
Contudo, a falta de pagamento de aluguéis e outras dívidas levou a ações de despejo e protestos de funcionários.
Processo
- Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro processa as Lojas Leader por não pagamento de verbas rescisórias de ex-funcionários.
- Empresa descumpriu acordo judicial de agosto de 2024, que estipulava o pagamento parcelado das rescisões.
- Trabalhadores prejudicados também deveriam receber benefícios adicionais conforme o acordo judicial.
- Mais de 100 ex-funcionários estão sendo afetados pela falta de pagamento das verbas rescisórias.
- O processo visa garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores e a reparação dos danos causados.
A administradora judicial Inova, responsável pela recuperação da empresa, afirmou que a Leader não cumpriu obrigações básicas, como o pagamento de aluguéis e impostos, e que a situação financeira da empresa é insustentável.
A empresa se pronuncio sobre a falência?
Sim, o Grupo Leader emitiu um comunicado oficial após a decretação de sua falência.
No documento, a empresa expressou sua intenção de reverter a decisão judicial, informando que sua assessoria jurídica já está avaliando os recursos cabíveis para contestar a falência.
Além disso, a nota também enfatizou que, ao longo de seus 74 anos de história, a Leader superou diversos desafios e que este momento seria apenas mais um a ser enfrentado.

No entanto, apesar desse posicionamento, a Justiça do Rio de Janeiro manteve a falência devido ao descumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial aprovado em 2021.
O juiz responsável pelo caso ressaltou a inviabilidade econômica da empresa, destacando que as oportunidades concedidas para o cumprimento do plano não foram suficientes.
CONCLUSÃO
Por fim, a falência das Lojas Leader representa o fim de uma era para o varejo popular carioca.
Apesar das tentativas de reestruturação e das mudanças de controle, a empresa não conseguiu se adaptar às novas demandas do mercado e cumprir com suas obrigações financeiras e trabalhistas.
Além disso, o caso serve como alerta para outras empresas que enfrentam desafios semelhantes, destacando a importância de uma gestão eficiente e da adaptação às mudanças do mercado para garantir a sustentabilidade dos negócios.
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