Jornal da Globo confirma lei trabalhista armada com 3 dias de folga na Era Lula para salvar CLTs em 2025

Este ano passou a ser discutido uma possível revisão na CLT. Diante das mudanças no mercado, as regras vêm se adaptando.

07/03/2025 às 21:20 · Tempo de leitura: 5 minutos

Entenda estudo sobre a CLT (Foto: Divulgação)

Uma recente pesquisa mostrou que dar mais tempo de descanso aos funcionários também traz maiores resultados às empresas

Este ano, existe a possibilidade de uma nova revisão na CLT. Na verdade, o assunto entrou em debate em 2024, proposto pela deputada federal Erika Hilton, do PSol, que tenta dar fim à escala 6×1.

Por enquanto, o tema ainda está em discussão no Congresso, mas ainda sem previsão de virar lei. No texto, Hilton ressaltou a necessidade de garantir o bem-estar dos cidadãos que trabalham durante a semana inteira, muitas vezes, para ganhar o salário mínimo de R$ 1.518.

Deputada federal tenta transformar projeto de fim da escala 6×1 em lei no Brasil (Foto: Divulgação)

Será que funciona?

Em contrapartida, no ano passado, uma lista de empresas deu início a um experimento que reduziu a jornada semanal dos colaboradores, sem reduzir os pagamentos. Foram 4 dias de trabalho e 3 de folga.

Segundo o G1, da Globo, o programa da 4 Day Week Brazil apontou melhorias no comportamento e na produtividade dos funcionários. No estudo, 61,5% das empresas notaram avanço na execução de projetos e outras 58,5% conseguiu ver mais proatividade na realização das tarefas.

Além disso, cerca de 58% dos trabalhadores afirmaram que passaram a conciliar melhor a vida pessoal e a profissional, após as folgas concedidas. Houve redução nos problemas de indisposição, insônia, estresse no trabalho, entre outras coisas, constantemente reclamadas pelos funcionários.

Pesquisa provou que ampliar tempo de folga aos trabalhadores traz mais benefícios (Foto: Divulgação)

O que é um CLT Premium?

Nas redes sociais, diversos funcionários de empresas brasileiras têm se colocado como “CLTs Premium”. De acordo com o IBGE, mais de 38 milhões de brasileiros estão trabalhando registrados no país, mas somente uma parcela desse número tem acesso aos benefícios adicionais.

Pela lei, os patrões são obrigados a pagar vale-transporte, férias, 13º salário e FGTS. Em contrapartida, parte dos contratantes se destacam pela valorização dos colaboradores, oferecendo outros benefícios não obrigatórios, como plano de saúde e odontológico, 14º e 15º salário, além de planos em academias.

Empresas nacionais têm oferecido benefícios não obrigatórios aos trabalhadores CLT (Foto: Divulgação)

Conclusão

  • Em resumo, uma pesquisa da 4 Day Week Brazil mostrou que dar mais tempo de folga aos trabalhadores garante melhor desempenho nas empresas;
  • Diversos profissionais têm se declarado como “CLTs Premium” nas redes sociais, por causa dos novos benefícios não obrigatórios concedidos pelos patrões este ano;
  • Hoje, mais de 38 milhões de cidadãos trabalham com carteira assinada, segundo o IBGE.

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