Tadeu Schmidt e Poliana Abritta apresentam o Fantástico (Foto: Reprodução/Globoplay)

Tadeu Schmidt e Poliana Abritta apresentam o Fantástico (Foto: Reprodução/Globoplay)

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A Globo foi processada por uma matéria exibida no Fantástico, no início do ano, e que tratava a história de um homem transexual de forma desrespeitosa

A TV Globo foi processada em um valor milionário, após a veiculação de uma matéria exibida no dia 3 de fevereiro, com o teor considerado transfóbico. O Fantástico exibiu a história de Lourival Bezerra, um transexual masculino, e acabou cometendo erros gigantescos ao se mencionar ao homem, que morreu e ficou com o seu corpo parado por mais de 4 meses no IML do Mato Grosso do Sul, após descobrir-se que os seus documentos eram falsos.

De acordo com Alessandro Lo-Bianco, do programa A Tarde é Sua, da RedeTV!, a emissora pode ter que desembolsar R$ 1 milhão pela forma que se retratou ao caso. A revista eletrônica noticiou que uma mulher se passava por homem, apenas para ter benefícios que homens têm, e ainda se referindo a ele no sexo feminino, o que é um tremendo desrespeito para quem é transexual.

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Lourival Bezerra Sá (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lourival Bezerra Sá foi desrespeitado em reportagem da emissora carioca (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou a denúncia contra a TV Globo e contra o Fantástico e o caso já está em andamento na Justiça, tendo sido aceito pelo Ministério Público. De acordo com o portal Mídia Ninja, o programa se referiu à transexualidade de Lourival Bezerra como o seu “segredo” em tom dramático. O agente policial que deu entrevista definiu a condição como “divergência de gênero”.

A reportagem da emissora também expôs ao mundo a condição sexual do homem, que nunca falou sobre o assunto publicamente, nem mesmo com a sua família, caracterizando um total desrespeito com a sua honra. Outro fato que pode ter causado foi a chamada usada no G1, quando o caso veio à tona. “Sem documentos reais, corpo de idosa que se passava por homem está há mais de 4 meses no Imol em MS”, dizia a manchete da matéria.

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