Globo é censurada pela Justiça e não pode mais falar sobre o inquérito do assassinato de Marielle Franco
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Vereadora do PSOL, Marielle Franco foi morta a tiros no RJ (Foto: Reprodução)
Vereadora do PSOL, Marielle Franco é morta a tiros no RJ (Foto: Reprodução)
Um dos casos de maior repercussão deste ano no jornalismo, foi o assassinato da vereadora do PSOL, do Rio de Janeiro, Marielle Franco. A morte da representante completou oito meses na última semana e ainda está sendo investigado e ninguém foi preso até o momento.
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Dessa vez, a Justiça proibiu a Globo e GloboNews de divulgar o conteúdo de qualquer parte do inquérito policial que apura os assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão partiu do juiz Gustavo Gomes Kalil, da Quarta Vara Criminal do Rio, que deferiu pedido da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e do Ministério Público do estado.
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Alexandre Garcia leu o editoral sobre Marielle Franco (Foto: Reprodução)
De acordo com informações do Notícias da TV, a emissora vai recorrer da decisão. A Globo alegou que a proibição “fere a liberdade de imprensa e o direito do público se informar”. O editorial divulgado pelo canal foi lido durante os principais telejornais da casa e se repetiu inúmeras vezes.
Leia a nota na íntegra:
A TV Globo foi notificada de decisão do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, que deferiu o pedido da divisão de homicídios da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado para que a emissora seja proibida de divulgar o conteúdo de qualquer parte do inquérito policial que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Como o público acompanhou, a TV Globo teve acesso ao teor do inquérito policial desde o dia 14, e divulgou duas reportagens sobre o assunto, reproduzidas em seus telejornais locais do Rio, nos telejornais nacionais e na GloboNews, mas sempre evitando divulgar algo que pudesse por minimamente em risco as testemunhas ou as investigações. Fez isso em respeito aos princípios editoriais que norteiam o Jornalismo do Grupo Globo, sem a necessidade de nenhuma ordem judicial.
Na decisão, o juiz Gustavo Gomes Kalil proíbe a emissora termos de declarações, mesmo sem a identificação de testemunhas. Proíbe também a divulgação das técnicas e procedimentos sigiliosos usados na investigação dos conteúdos das declarações de áudios de pessoas investigadas ou não, de conteúdos telemáticos, ou seja, de áudios e mensagens extraídos de contas de e-mail e telefones das vítimas, testemunhas e investigados. E ainda qualquer conteúdo relacionado ao inquérito.
A TV Globo, evidentemente, vai cumprir com a decisão judicial. Mas por considerar a decisão excessiva, vai recorrer da decisão por ela ferir gravemente a liberdade de imprensa e o direito do público se informar, especialmente quando se leva em conta que o objeto do inquérito é de alto interesse público no Brasil e no exterior.
A TV Globo quer assegurar o direito constitucional do público de se informar sobre o que podem ser as falhas do inquérito que em oito meses não conseguiu avançar na elucidação dos bárbaros assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson. E deseja fazer isso seguindo seus princípios editoriais, o que significa informar sem prejudicar testemunhas ou investigações.
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