Globo leva dois dias para gravar julgamento de Duda e Gloria Pires fala sobre reviravolta
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Duda (Gloria Pires) no julgamento em O Outro Lado do Paraíso (Foto: Globo/Raquel Cunha)
Duda (Gloria Pires) no julgamento em O Outro Lado do Paraíso
(Foto: Globo/Raquel Cunha)
A gravação da sequência do julgamento de Duda (Gloria Pires) em O Outro Lado do Paraíso aconteceu nos Estúdios Globo durante dois dias sob a direção de Mauro Mendonça Filho.
Para o diretor artístico, o julgamento da personagem de Gloria Pires provoca uma nova virada na história. “É um grande momento da trama. Aqui se inicia uma parte importante e essencial para a história. Temos ali toda a atmosfera e elementos dos grandes julgamentos, com a atuação da defesa e da acusação como em um grande ato teatral”, definiu Mendonça.
No cenário de 320 m2, concebido pelo cenógrafo Mauricio Rohlfs, o tribunal foi todo revestido de madeira. “Projetamos móveis exclusivos e montamos uma plateia para acomodar os personagens que acompanham a ação”, explicou ele. Além do elenco, 44 figurantes participam da cena que reproduz o julgamento. Detalhes como as luminárias, os processos, o malhete, conhecido popularmente como o “martelinho do juiz”, compuseram o ambiente.
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Bastidor – Julgamento de Duda (Gloria Pires) com direção de Mauro Mendonça Filho
(Foto: Globo/Raquel Cunha)
A emoção da gravação da cena contagiou o elenco que estava na plateia do júri. Do núcleo do bordel à alta sociedade de Palmas, todos estavam presentes à sessão conduzida pelo juiz Gustavo (Luis Melo). Ao final da cena, os colegas aplaudiram e vibraram com as atuações de Gloria Pires e Julia Dalavia. “Foi emocionante acompanhar as duas em cena. Me emocionei também. E, para a Clara, esse novo momento abre novas possibilidades. De repente, ela vai descobrir que ganhou uma mãe e uma irmã. A partir daí, vai se estabelecer uma nova relação entre as três”, adiantou Bianca.
Plateia no Julgamento de Duda (Gloria Pires)
(Foto: Globo/Raquel Cunha)
Para Gloria Pires, a sequência é responsável por resgatar a persona de Elizabeth. “É a oportunidade para que ela se reencontre com ela mesma, com sua vida, e ainda resgate a convivência com as filhas, algo que lhe foi tirado há muitos anos. Encaro como um novo começo para essa personagem. Pela primeira vez, ela tem em mãos o quebra-cabeça de sua própria vida. Muitas emoções estão por vir”, apostou Gloria.
Julia Dalavia, que interpreta a advogada Adriana, contou que estudou bastante os termos jurídicos falados durante a cena. Também chegou a assistiu à algumas audiências no fórum no Rio de Janeiro para se familiarizar com a situação e estudou o gestual dos profissionais. O pai Fernando, que também é advogado, a acompanhou neste processo. “É um misto de emoções. A parte técnica, a entonação dos termos, com o emocional e a descoberta, em pleno tribunal, de que ela está de frente para a própria mãe, que acreditava estar morta”, enumerou.
Patrick (Thiago Fragoso) e Adriana (Julia Dalavia)
(Foto: Globo/Raquel Cunha)
Já Thiago Fragoso, intérprete de Patrick, é veterano nos tribunais da ficção. O ator conta que a temática também o atrai e buscou referências em séries para se preparar. “Já interpretei muitos outros advogados, mas nenhum outro com uma atuação tão enfática em tribunal como o Patrick. Acho fantástica esta atmosfera e o modo como o Maurinho (Mauro Mendonça Filho) conduziu a cena com bastante realismo”, afirmou. Na trama, o advogado é o único que conhece a verdade sobre Duda ser mãe de Clara. Durante o julgamento, ele fica pasmo quando conclui que Adriana e Clara são irmãs. “Será um julgamento movimentado”, brincou.
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