De acordo com o site “NaTelinha”, ex-funcionária da Globo pede R$ 570.284,55

Nesta quarta-feira, 02, a Rede Globo se envolveu em uma baita escândalo devido ao relato de Carina Pereira.

Continua depois da publicidade

A  ex-apresentadora do Globo Esporte, da Globo Minas, deixou a emissora em janeiro de 2021.

Na época, a ex-jornalista da emissora fez um desabafo nas redes sociais, revelando ter sofrido assédio moral por parte de seu chefe.

Continua depois da publicidade

Após quase um ano, Carina Pereira decidiu processar a antiga empresa e os valores pedidos na Justiça somam R$ 570.284,55.

Continua depois da publicidade

De acordo com o “NaTelinha”, o processo movido por Carina Pereira tem outros motivos contra a Globo.

Além do assédio moral, a ex-apresentadora acusa a emissora de acúmulo de funções, horas extras, adicional noturno, feriados, abono e participação nos lucros.

Continua depois da publicidade

Carina Pereira trabalhou por quase oito anos na Globo, no entanto, ela alega ter cumprido as funções de redatora, repórter, setorista e apresentadora.

Agora, a ex-apresentadora está pedindo que a emissora seja condenada a remunerá-la pelo exercício de todos esses cargos.

PROCESSO MILIONÁRIO

Carina Pereira também aponta a descumprimento do seu contrato, uma vez que constava que a funcionária não deveria exceder o limite máximo de horas semanais previstos pela lei.

Continua depois da publicidade

Porém, a ex-apresentadora da Globo diz que seus expedientes sempre se estenderam e nunca recebeu por isso.

De acordo com o processo, enquanto era titular do programa esportivo, ela chegou a trabalhar das 7 às 16h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, os horários variavam.

O documento também destaca que a apresentadora não fazia seus intervalos, nem os 15 minutos de descanso diários aos quais tinha direito por lei.

Durante sua jornada no “Bom Dia Minas”, a apresentadora alega que  começava a trabalhar ainda de madrugada.

Antes de sua efetivação como apresentadora, os feriados eram considerados dias de trabalho, mas, segundo Carina, as folgas compensatórias não eram concedidas na Globo.

Desse modo, a apresentadora ela está requerendo o pagamento de todos esses dias, assim como o abono e a participação nos lucros e resultados da Globo.

ASSÉDIO MORAL É APONTADO POR EX FUNICONÁRIA DA GLOBO

Como havíamos mencionado, Carina Pereira acusa a Globo de assédio moral, provocado por seus colegas e um superior.

Nos dois últimos anos de sua passagem pela emissora, a apresentadora relata que sofria pressões variadas, ouvia piadas de cunho machista e sexista e era constantemente censurada.

“No decorrer do contrato de trabalho, mais especificamente, nos dois últimos anos a obreira sofria pressões de variadas formas (piadas, assédio (cunho machista e sexista), além de ser alijada das suas funções, com diminuição de matérias, troca de programas de programa, sendo constantemente, censurada, abordada e advertida por seus superiores”, diz a petição, que continuou:

“No início eram piadinhas maldosas de cunho machista e sexista dos seus pares, após passou a ser do seu superior. As atitudes na ocasião eram, nitidamente, machistas colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”, diz a petição inicial.

Carina Pereira na Globo(Reprodução)

Carina Pereira na Globo (Reprodução)