Globo se envolve em escândalo, é processada por apresentadora e assédio é exposto: "Mais de meio milhão"
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Globo (Foto: Divulgação)
De acordo com o site “NaTelinha”, ex-funcionária da Globo pede R$ 570.284,55
Nesta quarta-feira, 02, a Rede Globo se envolveu em uma baita escândalo devido ao relato de Carina Pereira.
A ex-apresentadora do Globo Esporte, da Globo Minas, deixou a emissora em janeiro de 2021.
Na época, a ex-jornalista da emissora fez um desabafo nas redes sociais, revelando ter sofrido assédio moral por parte de seu chefe.
Após quase um ano, Carina Pereira decidiu processar a antiga empresa e os valores pedidos na Justiça somam R$ 570.284,55.
De acordo com o “NaTelinha”, o processo movido por Carina Pereira tem outros motivos contra a Globo.
Além do assédio moral, a ex-apresentadora acusa a emissora de acúmulo de funções, horas extras, adicional noturno, feriados, abono e participação nos lucros.
Carina Pereira trabalhou por quase oito anos na Globo, no entanto, ela alega ter cumprido as funções de redatora, repórter, setorista e apresentadora.
Agora, a ex-apresentadora está pedindo que a emissora seja condenada a remunerá-la pelo exercício de todos esses cargos.
PROCESSO MILIONÁRIO
Carina Pereira também aponta a descumprimento do seu contrato, uma vez que constava que a funcionária não deveria exceder o limite máximo de horas semanais previstos pela lei.
Porém, a ex-apresentadora da Globo diz que seus expedientes sempre se estenderam e nunca recebeu por isso.
De acordo com o processo, enquanto era titular do programa esportivo, ela chegou a trabalhar das 7 às 16h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, os horários variavam.
O documento também destaca que a apresentadora não fazia seus intervalos, nem os 15 minutos de descanso diários aos quais tinha direito por lei.
Durante sua jornada no “Bom Dia Minas”, a apresentadora alega que começava a trabalhar ainda de madrugada.
Antes de sua efetivação como apresentadora, os feriados eram considerados dias de trabalho, mas, segundo Carina, as folgas compensatórias não eram concedidas na Globo.
Desse modo, a apresentadora ela está requerendo o pagamento de todos esses dias, assim como o abono e a participação nos lucros e resultados da Globo.
ASSÉDIO MORAL É APONTADO POR EX FUNICONÁRIA DA GLOBO
Como havíamos mencionado, Carina Pereira acusa a Globo de assédio moral, provocado por seus colegas e um superior.
Nos dois últimos anos de sua passagem pela emissora, a apresentadora relata que sofria pressões variadas, ouvia piadas de cunho machista e sexista e era constantemente censurada.
“No decorrer do contrato de trabalho, mais especificamente, nos dois últimos anos a obreira sofria pressões de variadas formas (piadas, assédio (cunho machista e sexista), além de ser alijada das suas funções, com diminuição de matérias, troca de programas de programa, sendo constantemente, censurada, abordada e advertida por seus superiores”, diz a petição, que continuou:
“No início eram piadinhas maldosas de cunho machista e sexista dos seus pares, após passou a ser do seu superior. As atitudes na ocasião eram, nitidamente, machistas colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”, diz a petição inicial.
Carina Pereira na Globo (Reprodução)
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