Globo tem clima hóstil e jornalismo reclama de artistas como Zé Abreu, Guizé, Paulo Vieira e mais por ataques

Críticas feitas por nomes do entretenimento à cobertura eleitoral da emissora teriam provocado desconforto entre profissionais do jornalismo

Zé Abreu, Guizé e Paulo Vieira - Foto: Montagem

Críticas feitas por nomes do entretenimento à cobertura eleitoral da emissora teriam provocado desconforto entre profissionais do jornalismo

Um novo capítulo envolvendo os bastidores da Globo chama atenção justamente pela divisão entre duas áreas que costumam trabalhar lado a lado. Segundo informações do colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, críticas feitas por artistas ligados ao entretenimento à cobertura das eleições de 2026 provocaram mal-estar entre profissionais do jornalismo da emissora.

A situação teria ganhado força depois das entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional com candidatos à Presidência. Conforme relatado na apuração, alguns artistas passaram a questionar publicamente a maneira como o telejornal conduziu as conversas e apresentou determinados assuntos relacionados à disputa eleitoral.

O caso que mais chamou atenção envolve Paulo Vieira. O humorista e apresentador, que integra o elenco da Globo, fez críticas à condução das sabatinas e questionou a forma como informações apresentadas pelos candidatos eram tratadas durante as entrevistas. A manifestação acabou entrando no radar de profissionais do jornalismo, segundo a coluna.

Outros artistas também fizeram críticas

Em suma, Paulo Vieira não teria sido o único nome do entretenimento a se manifestar. Sérgio Guizé, ator conhecido por trabalhos em novelas da Globo, também criticou publicamente a linha editorial adotada pelo Jornal Nacional durante a cobertura eleitoral. O ator, embora não seja contratado atualmente pela emissora, mantém ligação com a televisão por meio de trabalhos na dramaturgia.

José de Abreu (Reprodução: Globo)

José de Abreu aparece ainda entre os artistas citados nesse contexto. Profissionais do jornalismo interpretaram as manifestações, conforme o relato apresentado pelo material, como críticas que ultrapassaram a discussão sobre a cobertura e atingiram diretamente o trabalho das equipes responsáveis pelo noticiário.

O ponto mais delicado da história está justamente aí. Não se trata apenas de artistas discordando da cobertura jornalística. A percepção relatada nos bastidores é de que a repetição das críticas teria criado um ambiente de desconforto entre integrantes das duas áreas.

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Código da Globo entra no centro da discussão

A própria Globo mantém princípios editoriais que estabelecem regras para a relação entre jornalistas e colegas. O documento oficial da empresa afirma que os profissionais devem trabalhar de maneira colaborativa e prevê que críticas e sugestões sobre reportagens façam parte do processo interno.

O Código de Ética e Conduta do Grupo Globo também estabelece expectativas de respeito, confiança e dignidade nas relações profissionais e afirma que agressões físicas ou verbais e outras formas de abuso não são toleradas.

Isso ajuda a explicar por que as manifestações públicas ganharam uma dimensão maior dentro da emissora. Uma crítica à cobertura eleitoral pode fazer parte do debate público, mas, quando envolve profissionais que trabalham na mesma empresa, o assunto passa a atingir também a convivência interna.

Logo da Globo (Foto: Reprodução/ Internet)

Até o momento, a Globo não apresentou publicamente uma resposta específica sobre o suposto mal-estar. A apuração de Gabriel Vaquer registra que a emissora foi procurada, mas não respondeu aos contatos.

Assim, o que existe é um relato jornalístico sobre o desconforto nos bastidores, e não uma confirmação oficial de uma “guerra” entre as áreas. Ainda assim, a situação mostra como a cobertura das eleições acabou ultrapassando as telas e chegando ao próprio ambiente interno da Globo.

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