
William Bonner e Renata Vasconcellos comandam o “Jornal Nacional”
(Foto: Globo / Estevam Avellar)
Principal telejornal do País, o “Jornal Nacional” virou uma espécie de tapa-buraco de programação depois da estreia de “A Regra do Jogo”, no final de agosto, quando a Globo já temia o avanço da novela “Os Dez Mandamentos”, da Record.
Desde então, o noticiário comandado por William Bonner e Renata Vasconcellos virou uma verdadeira “sanfona”, e varia de horário constantemente. O “JN” também tem apostado em diversas pautas de “gavetas” para enrolar e ficar mais tempo no ar, evitando grande confronto entre “A Regra do Jogo” e “Os Dez Mandamentos”.Com pautas “frias” o “Jornal Nacional” virou uma espécie de “Tudo a Ver” – programa de reportagens da Record usado para tapar buraco na grade – de luxo.
O telejornal, que terminava no máximo às 21h20 até o mês de agosto, quando “Babilônia” estava no ar, passou a chegar ao fim somente após às 21h30 – em algumas ocasiões até depois de 21h40 – e permanecendo durante mais de uma hora no ar de setembro para cá, com exceção às quartas-feiras, onde tem futebol.
Após também ser derrotado pela novela bíblica da Record, o noticiário global chegou até a ser empurrado para às 20h40 no dia do último capítulo de “I Love Paraisópolis”, quando o normal era a novela das sete começar mais cedo para acomodar o capítulo mais longo.
Com mudanças, o “JN” perde uma identidade construída em 46 anos de história, e afasta o telespectador mais exigente, acostumado a não ser surpreendido por mudanças de horário repentinas.
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