Glória Perez (Foto: Divulgação)

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A autora Gloria Perez, que se despediu de “A Força do Querer” na última sexta-feira, novela que abordou o preconceito e a violência, falou sobre o atual período do país.

“O politicamente correto tem sido um disfarce para a intolerância e a hipocrisia. Quem tem realmente respeito pelo ser humano não precisa aprender uma língua para falar disso. Respeitar o outro exige tolerância com as diferenças, e tolerância é algo que se tem ou não se tem. Não se aprende em cartilha. Em nome do politicamente correto, tem se cometido verdadeiras atrocidades, como trocar a letra das músicas infantis, corrigir a obra de grandes autores, engessar a criatividade e a diversidade humana em um modelo de cidadão ideal. Tenho medo”, disse ela em entrevista à revista “Veja”.

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Na entrevista, Gloria relembrou ainda sua briga com Vera Fischer, que participou de “Salve Jorge”, trama de autoria de Gloria. Na época, a atriz criticou e reclamou de seu personagem no folhetim, gerando um desconforto.

“Fiquei magoada, sim. A Vera fez uma das personagens mais queridas da minha carreira, a Saninha, de Desejo (minissérie sobre Euclides da Cunha). Sempre tive muito carinho por ela. Em Salve Jorge, ela estava atravessando uma fase difícil, e sabe bem porque teve de ser como foi. Mas passou. Não guardo mágoas desnecessárias”revelou.

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Gloria falou ainda sobre as críticas que Fiuk, intérprete de Ruy recebeu: “Eu vejo, eu tenho acompanhado o empenho dele. Num papel maior como esse, e cercado de atores com tanta estrada, é claro que a inexperiência dele ressalta. Mas nada que justifique a crueldade com que vem sendo tratado”, disse. “Outros atores passaram por esse corredor polonês e hoje são muito bem aceitos”, finalizou

 

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