Golpe no WhatsApp rouba dinheiro de beneficiários do BPC e faz vítimas entre quem mais precisa do auxílio
Criminosos intensificaram golpes contra beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e passaram a usar mensagens convincentes para extorquir dinheiro e dados pessoais. O esquema explora fragilidades sociais e o desconhecimento sobre procedimentos oficiais.
Contudo, nos contatos, falsários informam suposta liberação do benefício e criam urgência. Além disso, apresentam datas, valores específicos e linguagem formal para parecerem servidores públicos. Esse tipo de abordagem já apareceu em diferentes estados e acendeu alerta dentro do INSS.

As mensagens costumam chegar por SMS ou WhatsApp e indicam valores exatos, como R$ 895,00, para reforçar credibilidade. Em seguida, os golpistas pedem documentos pessoais e comprovante de residência.
Depois disso, exigem pagamento por um serviço inexistente. Em alguns casos, marcam encontros presenciais e entregam boletos. Ainda assim, nenhuma dessas etapas faz parte dos procedimentos oficiais do INSS para o BPC.
O que o INSS falou?
O Instituto Nacional do Seguro Social reforça que não solicita documentos por mensagens, ligações ou aplicativos de conversa. Todas as convocações seguem registro no sistema oficial. Portanto, qualquer pedido fora do Meu INSS deve gerar desconfiança imediata. O órgão também esclarece que servidores não intermedeiam pagamentos nem cobram taxas para liberar benefícios assistenciais.
Outro ponto explorado pelos criminosos envolve o uso de dados reais das vítimas. Eles citam CPF, nome completo e informações familiares. Assim, criam uma falsa sensação de segurança. No entanto, essas informações circulam em cadastros vazados ou bases irregulares. Mesmo com dados corretos, a comunicação segue fraudulenta e não possui validade institucional.
O INSS também alerta para golpes que usam links falsos para suposta atualização cadastral ou biometria facial. Nesses casos, os criminosos tentam captar fotos e documentos. Além disso, tentam acessar contas bancárias associadas ao benefício. O órgão esclarece que não envia links para esse tipo de procedimento. O único SMS informativo oficial parte do número 28041.
Diante de qualquer contato suspeito, a orientação é não responder e não clicar em links. Em seguida, o cidadão deve bloquear o número utilizado. Caso reste dúvida, o beneficiário pode consultar o Meu INSS ou ligar para o 135. Esses canais confirmam se existe pendência real. Dessa forma, o beneficiário evita prejuízos financeiros e vazamento de dados.
Por fim, o aumento desses golpes reforça a necessidade de informação clara e constante. Embora os criminosos adaptem estratégias, os procedimentos oficiais permanecem os mesmos. Portanto, a atenção do beneficiário continua como principal barreira contra fraudes. A checagem em canais oficiais impede perdas e preserva direitos garantidos por lei.
