"Got Talent" aposta na "química" entre os jurados, a plateia e o apresentador

19/03/2013 às 20:08 · Tempo de leitura: 3 minutos

Formato já testado em mais de 50 países e baseado em uma atração dos primórdios da televisão, o calouro, Got Talent Brasil estreia na Record no próximo dia 2 com o desafio de emocionar o público.

Diretora-geral do programa, Fernanda Telles afirma que o programa vai cumprir essa missão porque está captando algo “mágico”.

Segundo ela, a “mágica” vem da mistura de “talentos” (calouros) em busca de um sonho, da “química” entre os jurados e o apresentador, Rafael Cortez, e de uma plateia que chega no teatro às 10h da manhã e sai às 22h, “mas completamente integrada”, “amarradona”.

“A gente está fazendo um programa com um clima bacana, uma atmosfera de emoção. Isso é mágico. A gente reproduz essa mágica que acontece durante as 12 horas de gravação do programa”, diz Fernanda.

Um outro elemento diferenciará o Got Talent brasileiro dos demais. “Definitivamente, tem a mão e o tempero do talento brasileiro”, afirma a diretora.

O apresentador Rafael Cortez concorda: “Esse é um programa que bebe do melhor do brasileiro”.

Para o jurado Milton Cunha, uma das boas surpresas de Got Talent Brasil, o programa é “um show de variedades” com “números surpreendentes, alguns maravilhosos e outros engraçados de tão ruins”.

“O que me emociona é que é um programa sobre o sonho, o sonho da grande chance, e a gente dá dois minutos para a pessoa virar a grande estrela”, diz.

“É uma grande responsabilidade olhar para uma pessoa e tirar ou alimentar o sonho dela”, complementa o jurado Sidney Magal.

As gravações de Got Talent Brasil começaram em dezembro, com a seleção de artistas anônimos da música, da dança, de números “extremos” (que envolvem riscos) e de “variedades” (circenses por exemplo).

Foram analisadas mais de 2.000 performances de Manaus a Florianópolis. Em fevereiro, 300 pré-selecionados se apresentaram aos jurados em São Paulo e Rio de Janeiro. Quarenta e oito foram selecionados para próxima fase, de apresentações ao vivo.

De acordo com Daniella Cicarelli, também jurada, havia de tudo entre os 300 pré-selecionados. “Eu morria de rir quando vinha um talento que não tinha talento, era só um cara de pau”, diz. Mas muitos artistas irão surpreender. Alguns são candidatos a Susan Boyle brasileiro.

“Existe pelo menos uns dez [candidatos] que carregam aquela chama em cena que a gente fala: ‘Minha nossa, isso é bom demais!”, aposta o carnavalesco Milton Cunha.

R7

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